quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Uma Incrível Coincidência

Fatos da vida muitas vezes imitam a ficção. Vejamos o misterioso caso dos dois Richard Parker. O primeiro, um taifeiro, personagem da Narrativa de Arthur Gordon Pym, romance inacabado de Edgar Allan Poe, publicado em 1837. No curso da narrativa de Poe, quatro marinheiros naufragam no mar e escapam em pequeno barco salva-vidas. Ameaçados pela fome, os quatro finalmente decidem tirar a sorte para ver quem seria sacrificado e canibalizado pelos outros três. Parker tirou o palito mais curto e foi prontamente esfaqueado e devorado pelo trio de sobreviventes.
Mais de quarenta anos depois a história inacabada de Edgar Allan Poe repetiu-se com incrível precisão e com detalhes macabros. Quatro sobreviventes de um naufrágio salvaram-se com o bote salva-vidas, tiraram a sorte com palitos para ver quem sobreviveria e quem seria devorado. E o perdedor foi Richard Parker, o taifeiro do navio. Seus companheiros foram julgados por um tribunal inglês, em 1884.
O evento macabro talvez nem tivesse chegado ao conhecimento do grande público, não fosse um concurso patrocinado pelo London Sunday Times em busca de coincidências incríveis. Nigel Parker, um menino de 12 anos, venceu a competição. O infeliz taifeiro devorado pelos companheiros de navio fora primo do bisavô de Nigel.

Charles Berlitz

O livro dos Fenómenos Estranhos

terça-feira, 17 de outubro de 2017

O OVNI de Stonehenge

De modo geral, pousos de OVNIs são imaginados como acontecimentos furtivos, realizados em áreas relativamente isoladas, longe de olhos curiosos. Nenhum OVNI, por exemplo, jamais apareceu no jardim da Casa Branca, nem pousou em plena praça Vermelha.
Não obstante, os OVNIs freqüentemente têm sido vistos em cidades populosas. Várias pessoas declararam que viram um disco voador pousar no edifício de apartamentos Stonehenge, em Jersey City, na noite de 12 de janeiro de 1975. O objeto esférico foi visto por pelo menos nove observadores, inclusive o porteiro, tanto dentro como fora do prédio.
De acordo com os relatórios publicados, depois que o OVNI desceu no parque, uma portinhola foi aberta, e pequenos ocupantes humanóides, vestidos como "garotos com roupas apropriadas para a neve", desceram por uma escada. Em seguida, eles começaram a escavar a grama com instrumentos semelhantes a pás. Retiradas as amostras do solo e colocadas dentro de objetos extraterrestres semelhantes a baldes, os diminutos humanóides voltaram à nave espacial. Ela então decolou com um brilho de luz muito intenso, e desapareceu no céu da noite.
- A esfera era escura, quase preta - segundo as declarações de uma testemunha - e fazia um ruído monótono, como um motor de geladeira.
Um ano depois, em janeiro e fevereiro de 1976, ao que parece, o OVNI voltou ao mesmo local das escavações anteriores. Ele foi visto em três ocasiões distintas por moradores do edifício de apartamentos Stonehenge e por pedestres que passavam por ali. Existe uma curiosa coincidência com o nome do edifício de apartamentos. Na Inglaterra, na planície de Salisbury, as estranhas e não identificadas ruínas de Stonehenge, conforme contam, teriam sido construídas para receber visitantes de outros planetas.

Charles Berlitz
O livro dos Fenómenos Estranhos

domingo, 15 de outubro de 2017

Os Sonhos e as Premonições de Chris Sizemore

As pessoas que sofrem de personalidades múltiplas já têm problemas suficientes. No entanto, como Chris Sizemore, protagonista na vida real de As Três Faces de Eva, muitas dessas pessoas relatam serem atormentadas por imagens psíquicas e sonhos.
Sizemore diz que viveu sua experiência mediúnica mais marcante ainda criança, quando sua irmã teve pneumonia. Pelo menos todo mundo pensava que fosse pneumonia, exceto Chris, que contou um sonho perturbador. Ela se viu descendo uma colina muito arborizada, em direção à planície. Quando se virou para subir o morro outra vez, Jesus apareceu diante dela e disse:
- Minha filha, sua irmã está como difteria, não pneumonia. Conte a sua mãe.
Quando Chris contou o sonho aos pais, eles receberam a informação com ceticismo. Mas chamaram o médico da família, que reexaminou a menina e diagnosticou o caso como difteria. O sonho de Chris provavelmente salvou a vida da irmã.
Nessa época, Chris já sofria por causa das múltiplas personalidades. Ela jamais foi curada por seus psiquiatras, a despeito do soerguimento moral que culminou com um livro e um filme sobre sua vida. Passou vários anos perturbada, vivendo períodos em que mudava de personalidade constantemente, em Roanoke, Virginia, onde suas experiências mediúnicas ocorreram repetidas vezes.
Esses episódios normalmente assumiam a forma de premonições e, invariavelmente, focalizavam sua família. Certa ocasião, ela teve uma visão em que o marido foi eletrocutado. Pediu-lhe para que não fosse ao trabalho naquele dia. O substituto, enviado para reparar alguns cabos de força, morreu eletrocutado durante o serviço.
Posteriormente, sentiu medo quando a filha teve de tomar a vacina antipólio do dr. Salk. O marido recusou-se a levar a premonição a sério, e a pequena recebeu uma dose de vacina estragada. Resultado: a menina ficou seriamente doente.

Charles Berlitz

O livro dos Fenómenos Estranhos

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

LincoIn e Kennedy

Pouco antes de partir para Dallas, em novembro de 1963, Evelyn Lincoln, secretária do presidente John Fitzgerald Kennedy, advertiu-o de que não fosse. Kennedy descartou-lhe a premonição, e as conseqüências foram trágicas. No dia 22 de novembro, Kennedy foi assassinado quando Lee Harvey Oswald disparou contra ele, usando um rifle italiano, de uma janela no sexto andar do Texas School Book Depository,
A quantidade de paralelos entre os dois presidentes americanos John Kennedy e Abraham Lincoln, também assassinado após uma advertência feita por uma pessoa que tivera premonição de sua morte, ultrapassa os limites da mera coincidência.
Lincoln, por exemplo, havia sido eleito presidente em 6 de novembro de 1860, Kennedy em 8 de novembro de 1960. Ambos também haviam sido primeiro eleitos para o Congresso, com cem anos de diferença, Lincoln em 1846, Kennedy em 1946. Os homens que os sucederam na presidência também nasceram com a diferença de um século - Andrew Johnson em 1808 e Lyndon Baines Johnson em 1908. Os assassinos de ambos, John Wilkes Booth e Lee Oswald, nasceram com 101 anos de diferença entre si.
Booth alvejou Lincoln na cabeça por trás, em um teatro, e fugiu para um celeiro; Oswald acertou Kennedy na cabeça por trás, de um armazém, e fugiu para um teatro. Os dois assassinos, por sua vez, foram mortos antes de serem levados a julgamento. Tanto Kennedy quanto Lincoln foram assassinados em uma sexta-feira, na presença de suas mulheres. Lincoln havia sido alvejado no Ford's Theater, Kennedy em um Lincoln fabricado pela Ford Motor Company.
E ambos os presidentes previram suas próprias mortes. Lincoln comentou com um guarda, no dia em que foi assassinado, que existiam "...homens que querem tirar minha vida... E não tenho dúvidas de que eles conseguirão. Se isso deve ser feito, é impossível evitar", concluiu.
Poucas horas antes de cair, atingido pelas balas de Lee Oswald, Kennedy disse à mulher, Jacqueline, e a Ken O'Donnell, seu assessor pessoal:
- Se alguém quiser me alvejar de uma janela com um fuzil, ninguém poderá impedi-lo. Assim, por que devo me preocupar?

Charles Berlitz

O livro dos Fenómenos Estranhos

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

As Levitações de Peter Sugleris

Peter Sugleris, de 22 anos, tem muita coisa em comum com Uri Geller, inclusive a habilidade de dobrar objetos de metal como chaves e moedas, afetar instrumentos eletromagnéticos a distância, parar e movimentar ponteiros de relógios. Sugleris também afirma que pode levitar como o venerável São José de Copertino e o médium D. D. Home, do século 19.
Quando ainda era um menino, a mãe de Sugleris, nascida na Grécia, achava que essa habilidade de levitar fora herdada e referia-se a ele como "Hércules", aludindo ao herói mitológico grego, famoso pela força e coragem. O tio de sua mãe, conforme diziam, levitara em pelo menos duas ocasiões, quando tinha 16 e 18 anos de idade.
Sugleris afirma que costuma levitar mais freqüentemente na presença de membros da família, durante o curso normal de sua vida. Mas, acrescenta, pode levitar à vontade, embora não como decorrência das ordens de alguém.
- O feito envolve imensa concentração - afirma.
Por isso, ele se prepara, com freqüência, com vários meses de antecedência, entregando-se a uma dieta vegetariana.
Em ocasião mais recente, filmada em vídeo pela esposa, Esther, em fevereiro de 1986, Sugleris elevou-se do piso da cozinha a uma altura de aproximadamente 50 centímetros, e permaneceu suspenso no ar durante 47 segundos. Enquanto levitava, seu rosto assumiu um ricto que chegou a assustar sua mulher.
- Pensei que ele fosse explodir - declarou ela -, de tão inchado que ficou.
Posteriormente, Sugleris descreveu a experiência, afirmando que suou em profusão e sentiu tontura e sonolência.
- Levei de dez a quinze segundos para recobrar a consciência - revelou ele. - Senti-me confuso e estonteado, e tive a impressão de que eu ia apagar. Foi uma coisa feita com raiva. Eu queria provar que era capaz.
O ricto assustador durante a levitação é, pelo menos em parte, reminiscência de São José de Copertino, o levitador mais famoso de todos, que, segundo declarações de testemunhas, começava e terminava êxtases com um grito agudo e penetrante.

Charles Berlitz

O livro dos Fenómenos Estranhos

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

A Dança dos Mortos

Os mortos não falam, mas isso não significa que não possam se movimentar. O caso mais marcante de movimento post-mortem de que se tem notícia aconteceu num jazigo na ilha de Barbados, ex-colônia britânica, que já pertenceu à Federação das Índias Ocidentais, localizada na costa da Venezuela.
O cenário dos macabros acontecimentos foi o jazigo da família Walrond, proprietária de plantações e de grande número de escravos, que colocava seus mortos para descansar - ou para o que achava que seria um descanso - em uma tumba de pedras no Cemitério Christ Church.
Thomasina Goddard, membro da família Walrond, foi enterrada ali, pela primeira vez, em 1807, porém no espaço de um ano a propriedade do jazigo foi assumida por outra geração de proprietários de escravos, os Chase. Duas de suas filhas foram enterradas nos jazigos, nos anos de 1808 e 1812.
Thomas Chase, o pai, também faleceu em 1812. Quando a enorme laje de mármore, que cobria a tumba, foi aberta para o enterro, os coveiros encolheram-se horrorizados. Os caixões de chumbo das duas moças estavam em pé, de cabeça para baixo. Não foi encontrado nenhum vestígio de arrombamento ou profanação. No entanto, de alguma maneira, os caixões se movimentaram sozinhos. Mas como?
Um parente do sexo masculino morreu em 1816, o que fez com que o jazigo fosse aberto outra vez. E, novamente, os caixões foram encontrados em estado de total desordem. O de Thomas Chase, que exigira oito homens para transportar, estava em pé, apoiado contra a parede.
Oito semanas mais tarde, outro enterro atraiu uma multidão de curiosos. Embora o jazigo tivesse sido lacrado após a última e perturbadora descoberta, os caixões dos Chase haviam, outra vez, se movimentado. Lord Combermere, governador de Barbados, foi chamado para ir ao local.
Em 1819, ele ordenou que os caixões fossem empilhados, e que se colocassem lacres em volta da laje de mármore que servia de cobertura. Contudo, o governo não era páreo para os fantasmas. No ano seguinte, quando as pessoas ouviram ruídos que provinham da sepultura assombrada, Lord Combermere ordenou que o jazigo fosse aberto para inspeção.
E o que já era esperado aconteceu. Depois que os lacres do governador foram removidos, os inspetores entraram na escuridão úmida e descobriram que os ataúdes de chumbo haviam, uma vez mais, realizado sua dança macabra. Apenas o caixão de madeira original de Thomasina Goddard permanecia inalterado.
Finalmente, os corpos foram removidos e enterrados novamente, em um canto mais tranqüilo do cemitério. Hoje em dia, o jazigo de Christ Church permanece aberto e abandonado. Os mortos foram expulsos por forças poderosas e desconhecidas.

Charles Berlitz

O livro dos Fenómenos Estranhos

sábado, 7 de outubro de 2017

O Extraordinário Uri Geller

O médium mais famoso do mundo, o israelense Uri Geller, ex-pára-quedista do Exército, continua a deslumbrar as platéias enquanto amealha considerável fortuna pessoal, estimada em alguns milhões de dólares, originada de demonstrações de seus incríveis poderes.
Nascido em Telavive, em 1946, Uri Geller demonstrou habilidades mediúnicas quando tinha apenas 3 anos, lendo os pensamentos da mãe. Eventos mais tangíveis surgiram aos 6 anos de idade, quando descobriu que podia mover os ponteiros de um relógio sem tocá-los. Anos mais tarde, demonstrações similares lhe trariam fama e fortuna.
Uri Geller passou à merecer maior atenção no início dos anos 70, quando as apresentações públicas em Munique, Alemanha, resultaram em uma grande quantidade de talheres e chaves dobrados, dois dos alvos mentais favoritos do médium. Ele também fazia com que ponteiros de relógios parassem e voltassem a se movimentar.
Dois de seus feitos mais espetaculares ocorreram quando Uri Geller dirigiu pelas ruas de Munique com olhos vendados, e parou um teleférico no meio do caminho, nas montanhas Chiemagu.
O médium israelense logo atraiu a atenção de Andrija Puharich, pesquisador de fenômenos paranormais, que patrocinou uma viagem aos Estados Unidos para que ele pudesse ser examinado em ambiente científico.
Os resultados dos experimentos que Uri Geller realizou no Instituto de Pesquisas de Stanford, sob orientação dos físicos Hal Puthoff e Russell Targ, pareceram confirmar suas habilidades paranormais. Ele não só passou pelo protocolo cuidadosamente controlado que os cientistas determinaram, registrando altos resultados em clarividência e psicocinese, como, aparentemente, também foi capaz de afetar grande quantidade de instrumentos eletrônicos sensíveis.
Outra apresentação fantástica de Uri Geller ocorreu no dia 23 de novembro de 1973, durante o programa David Dimbleby Talk-In, da BBC. Após o programa, centenas de telespectadores atônitos telefonaram para informar que talheres e outros objetos de metal em seus lares haviam começado a se dobrar, enquanto eles assistiam à demonstração de Uri Geller. Quando o ex-pára-quedista voltou aos EUA, transformou-se em celebridade da noite para o dia.
Os críticos de Uri Geller, como o mágico profissional (James "O Extraordinário") Randi, naturalmente, afirmam que esses supostos poderes psíquicos não passam de truques normais, conhecidos por muitos mágicos de renome. E, coerentemente, Randi empenhou-se em recriar vários dos chamados "fenômenos Geller", como a dobra de colheres e chaves, através de prestidigitação e de outras técnicas.
Mas Uri Geller talvez ria por último, quando estiver se dirigindo ao banco. Após um período de alguns anos, durante os quais ele passou muito tempo fora de circulação, Uri Geller retornou, recentemente, ao cenário mundial com um novo livro e polpuda conta bancária, inclusive uma propriedade digna de rei, com heliporto, nos arredores de Londres.
A mais recente "mágica" de Uri Geller, segundo consta, é a localização de reservas de petróleo e depósitos de metais preciosos, simplesmente sobrevoando o local em um pequeno avião, com a mão estendida para fora. Por essa e por outras atividades mediúnicas, durante a década de 70, calcula-se que ele tenha ganho em torno de 40 milhões de dólares.

Charles Berlitz
O livro dos Fenómenos Estranhos

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

A Mão Petrificada

No verão de 1889, o fazendeiro J. R. Mote, de Phelps County, nas proximidades de Kearney, Nebraska, estava escavando uma caverna, quando encontrou uma grande pedra marrom com peso superior a 10 quilos. Quando a argila foi removida da pedra, de acordo com um artigo publicado na edição de 7 de agosto do San Francisco Examiner, "um grande fóssil, representando uma mão humana fechada, foi revelado. O espécime havia sido quebrado do braço logo acima do pulso, e a marca de um tecido áspero ou de alguma corda estava perfeitamente delineada nas costas daquela mão. Por ocasião da descoberta, nada foi declarado", continuou o artigo, "pois o sr. Mote não pertence à classe de pessoas curiosas". No entanto, isso logo mudou.
"Um menino da família, cuja faculdade de quebrar começava a se desenvolver, teve a idéia de abrir a mão petrificada. Quando quebrada, para seu espanto, surgiram onze brilhantes pedras transparentes."
O sr. Mote teve curiosidade suficiente, depois dessa reviravolta no curso dos acontecimentos, para procurar um joalheiro, que declarou serem aquelas pedras legítimos diamantes de primeira água, sem nenhuma mancha que pudesse macular ou estragar sua beleza.
"As pedras", prosseguia o artigo, "têm formato praticamente uniforme, e assemelham-se a feijões-de-lima. Elas parecem ter sido desgastadas pela água, porém ainda são pedras de grande beleza."

Charles Berlitz
O livro dos Fenómenos Estranhos

terça-feira, 3 de outubro de 2017

Sapos Fossilizados

Contam-se muitas histórias de animais vivos ou mumificados encontrados dentro de pedras. Grande parte delas refere-se a sapos e rãs. Uma dessas histórias conta que durante a construção da Hartlepool Waterworks, nas proximidades de Leeds, Inglaterra, em abril de 1865, os operários da pedreira supostamente encontraram um sapo vivo dentro de uma pedra calcária de 200 milhões de anos. O sapo, a uma profundidade de 7,50 metros, deixara a forma de um molde perfeito na pedra.
De acordo com relatos jornalísticos, o sapo estava vivo, mas era incapaz de coaxar, porque sua boca se fechara para sempre. No entanto, ruídos semelhantes a latidos eram emitidos pelas narinas. Com exceção do "comprimento extraordinário" das patas traseiras, ele parecia ser um espécime normal, embora tenha morrido poucos dias após ter sido encontrado.
Mais ou menos nessa mesma ocasião, a revista Scientific American publicou matéria contando como o mineiro Moses Gaines abriu uma grande pedra arredondada e encontrou um sapo escondido ali dentro, novamente como se a rocha tivesse acabado de se fechar ao redor dele. O animal foi descrito da seguinte maneira:
"Oito centímetros de comprimento, muito roliço e gordo. Os olhos eram bem maiores do que os das espécies de mesmo tamanho, como os que vemos todos os dias".
O sapo de Gaines também estava vivo, embora preguiçoso.
"Tentaram fazê-lo saltar, cutucando-o com um pedaço de pau", reportou a revista, "mas ele não lhes deu atenção."
Essas histórias e outras abriram uma verdadeira caixa de Pandora científica, que ainda não foi satisfatoriamente fechada. O dr. Frank Buckland tentou reproduzir o feito colocando sapos dentro de blocos de pedra calcária e arenito e enterrando-os a uma profundidade de 1 metro em seu jardim. Um ano depois, quando retirou as pedras, os sapos encerrados nos blocos de arenito estavam todos mortos. Em compensação, os sapos colocados dentro de pedras calcárias saíram-se melhor; dois estavam vivos e, na verdade, até chegaram a aumentar de peso. Mas quando Buckland repetiu a experiência, para que não restasse nenhuma dúvida, todos os sapos morreram.
Não desanimado com o resultado negativo, um francês conhecido como monsieur Séguin foi ainda mais longe. Em 1862, ele encerrou vinte sapos em gesso calcinado em Paris e deixou o bloco secar. Então, enterrou-o. Quando Séguin abriu o bloco, doze anos mais tarde, conforme a história, quatro dos sapos ainda estavam vivos.

Charles Berlitz
O livro dos Fenómenos Estranhos

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Os Caronistas Fantasmas

Em uma noite de inverno em 1965, Mae Doria, de Tulsa, Oklahoma, estava se dirigindo sozinha pela estrada de 70 quilômetros, em direção à casa de sua irmã, em Pryor.
- Enquanto eu seguia pela rodovia 20 - recordou Doria -, a poucos quilômetros a leste da cidade de Claremore, passei por uma escola e vi um menino pedindo carona na beira da estrada. Parecia ter 11 ou 12 anos.
Preocupada com alguém tão jovem sozinho naquela noite fria, Doria parou no acostamento e ofereceu-se para levá-lo a algum lugar.
- Ele entrou no carro, sentou-se a meu lado no banco da frente, e começamos a bater papo sobre aquelas coisas que duas pessoas que não se conhecem normalmente conversam. 
Doria perguntou-lhe o que ele fazia por ali, e o garoto respondeu:
- Estava jogando basquete na escola.
O caronista tinha em torno de 1,50 metro de altura, e era bem musculoso.
- A aparência dele era a de um menino que praticava esportes e exercitava os músculos.
O garoto era caucasiano, com cabelos castanho-claros e olhos azuis. Sem se dar conta, Mae Doria transportava um caronista fantasma.
O menino, finalmente, apontou para um aqueduto nos arredores de Pryor e pediu:
- Vou descer ali.
Como não estivesse vendo casas nem luzes, Doria perguntou onde ele morava, ao que ele respondeu:
- Logo ali.
Ela tentava determinar onde esse "ali" podia ser, quando o passageiro desapareceu como por encanto. Doria parou o carro imediatamente e pulou para fora.
- Fiquei correndo ao redor do automóvel, quase histérica. Procurei por todos os lugares, de um lado a outro na estrada, para a direita e para a esquerda, e nem sombra do menino. Ele simplesmente evaporara.
Mais tarde, Doria lembrou-se de que o caronista não usava agasalho, a despeito do vento frio do inverno. Uma conversa casual com um empregado de uma empresa pública, dois anos depois do fato, revelou que alguém dera carona àquele garoto fantasma, pela primeira vez, naquele mesmo lugar, em 1936.
Encontro ainda mais estranho envolveu uma morte acidental, pela qual um caronista fantasma foi, pelo menos em parte, responsável. Em fevereiro de 1951, Charles Bordeaux, de Miami, trabalhava no Serviço de Investigações Especiais da Força Aérea, na Inglaterra. Um aviador americano fora alvejado e assassinado em circunstâncias misteriosas, e Bordeaux recebeu a incumbência de investigar o caso.
Ficou sabendo que o guarda de segurança avistara um homem correndo entre dois bombardeiros B-36. Ele gritou "Alto!" três vezes, e, como o homem se recusasse a parar, disparou.
- Eu podia jurar que o acertara, mas, quando cheguei naquela área do aeroporto, não havia ninguém. Ele simplesmente desaparecera.
Na realidade, a bala perdida do guarda atingiu e matou um outro piloto.
Prosseguindo com as investigações, Bordeaux falou com outro oficial, que também estivera no campo de pouso na noite do acidente. Ele comentou que, antes do tiro fatal, estava se dirigindo ao aeroporto, quando viu um homem com uniforme da Força Aérea pedindo carona.
- Depois que o desconhecido entrou - declarou o oficial -, ele me pediu um cigarro. Em seguida, pediu fogo.
O oficial viu o brilho da chama com o canto dos olhos, porém, quando virou a cabeça, o passageiro havia desaparecido em pleno ar, deixando o isqueiro sobre o banco vazio.

Charles Berlitz
O livro dos Fenómenos Estranhos

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

O Sonho Premonitório de Abraham Lincoln

Algumas premonições transformam-se em fatos concretos, outras não, por mais reais e terríveis que possam ser os eventos que elas descrevam. Tomemos, por exemplo, o caso do décimo sexto presidente dos Estados Unidos, Abraham Lincoln, que previu o próprio assassinato em sonho.
Lincoln contou seu sonho premonitório a um amigo íntimo, Ward Hill Lamon, que deixou um relato por escrito para a posteridade. "No sonho", conta Lincoln, "parecia haver uma tranqüilidade semelhante à morte a meu redor. Então, ouvi soluços abafados, como se várias pessoas estivessem chorando. Julguei ter levantado de minha cama e descido a escada até o pavimento inferior. Não havia nenhuma pessoa viva por perto, porém os mesmos lamentos de pesar e angústia me acompanhavam, enquanto eu caminhava. Continuei andando até chegar ao Salão Leste, e ali tive uma surpresa repugnante.”
"Diante de mim estava o carro fúnebre, onde havia um cadáver enrolado em mortalha. Ao lado daquele veículo estavam vários soldados perfilados, como guardas de honra. 'Quem morreu na Casa Branca?', perguntei a um dos soldados. 'O presidente', foi a resposta. 'Ele foi morto por um assassino'."
Poucos dias depois dessa narração, o presidente foi morto, assassinado pela pequena pistola de John Wilkes Booth. Mortalmente ferido, Lincoln foi levado do Ford's Theater a uma casa do outro lado da rua. Após a morte, seu corpo ficou exposto à visitação pública no Salão Leste da Casa Branca, exatamente como no sonho premonitório de Lincoln.

Charles Berlitz

O livro dos Fenómenos Estranhos

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Chuva de Fogo

Diz a lenda que o grande incêndio de Chicago, em 1871, começou quando a vaca da sra. O'Leary derrubou uma lanterna, ateando fogo na palha. As chamas então consumiram seu celeiro, passando de uma estrutura de madeira para outra, até quase atingir a cidade inteira. Antes de se conseguir debelar as chamas, mais de 17 mil edificações foram destruídas, 100 mil pessoas ficaram desabrigadas e pelo menos duzentas e cinqüenta morreram.
Pouca gente sabe que todo o Meio-Oeste dos EUA foi vítima de calamitosos incêndios na noite de 8 de outubro de 1871, desde Indiana até dois Estados de Dakota, e de Iowa até Minnesota. Em resumo, eles representam a conflagração mais misteriosa e mais implacável na memória do povo americano. Ofuscada pela tragédia de Chicago, Peshtigo, pequena comunidade de 2 mil almas nas proximidades de Green Bay, Wisconsin, sofreu desastre muito pior, em termos de vidas perdidas. Metade da cidade - mil habitantes - faleceu naquela noite terrível. As pessoas morreram sufocadas ou consumidas pelas chamas, cuja origem permanece desconhecida. Nenhuma estrutura foi deixada em pé.
De onde vieram as chamas, e por que tão repentinamente, sem nenhum aviso prévio?
“Em um instante terrível, grande chama surgiu no céu, a oeste da cidade", escreveu um sobrevivente de Peshtigo. "Inumeráveis línguas de fogo desceram sobre a cidade, perfurando quaisquer objetos que encontravam no caminho, como se fossem raios vermelhos. Um ruído ensurdecedor, misturado com estrondos de descargas elétricas, enchia o ar e paralisava todas as pessoas. Aquele desastre não teve um início em particular. “As chamas queimaram em instantes toda a cidade."
Outros sobreviventes referiram-se ao fenômeno como um furacão de fogo, declarando que edificações em chamas eram elevadas no ar, antes de explodirem em cinzas incandescentes.
O que as testemunhas oculares descreveram está mais próximo de um holocausto dos céus do que de um incêndio acidental, provocado por certa vaca agitada. Na verdade, de acordo com a teoria levantada por Ignatius Donnelly, congressista de Minnesota, os incêndios devastadores de 1871 realmente vieram do céu, na forma de uma cauda de um cometa caprichoso.
Durante sua passagem em 1846, o cometa Biela dividiu-se, inexplicavelmente, em dois. Ele deveria retornar em 1866, mas não apareceu. A cabeça fragmentada do Biela foi vista, finalmente, em 1872, na forma de uma queda de grande quantidade de meteoros.
Donnelly sugeriu que a cauda separada apareceu um ano antes, em 1871, e foi o motivo principal da difusa chuva de fogo que varreu o Meio-Oeste, danificando ou destruindo um total de 24 cidades, e deixando mais de 2 mil mortos em seu rastro. As condições da seca naquele outono, sem dúvida, contribuíram para a extensão da conflagração.
Os pesquisadores concentram-se no incêndio de Chicago, e não dão a devida importância ao Horror de Peshtigo, como a calamidade foi chamada na época. Eles ignoram por completo o cometa Biela e sua causa, que até hoje não encontrou explicação.

Charles Berlitz

O livro dos Fenómenos Estranhos

sábado, 23 de setembro de 2017

O Crânio de Cristal

Hoje em dia, o quartzo, ou cristal de rocha, desfruta imensa popularidade, principalmente devido a suas supostas propriedades espirituais. Mas o mesmo material já fascinava nossos ancestrais. Os gregos o chamavam de crystallos, ou "gelo claro". No Egito, no ano 4000 a.C, as testas dos mortos eram adornadas com um "terceiro olho" de cristal, que, conforme a crença, permitia que a alma descobrisse o caminho para a eternidade.
Tradicionalmente, o material preferido para as bolas de cristal usadas por videntes e médiuns sempre foi o cristal de rocha do mais alto grau.
O objeto de cristal mais intrigante de que se tem notícia, porém, é o chamado Crânio de Cristal de Mitchell-Hodges, cuja origem tanto pode ser asteca ou maia, e até mesmo o continente mítico de Atlântida. A descoberta do Crânio de Cristal é envolta em muita controvérsia. Se consta que, ele foi encontrado por Anna, uma jovem de 18 anos, filha adotiva do aventureiro F. A. Mitchell-Hodges, em 1927, quando escavava as ruínas de Lubaantun, a "Cidade das Pedras Caídas", nas selvas de Belize, na ocasião ainda chamada de Honduras Britânica.
Após três anos de escavações no antigo local maia, Anna descobriu um crânio de cristal, de tamanho natural, nos escombros de um altar desmoronado, junto à parede. Uma mandíbula, que se encaixava perfeitamente naquele crânio, foi encontrada a pouco mais de 7 metros de distância, três meses mais tarde.
A equipe de Mitchell-Hodges escavou exaustivamente toda a área. Na realidade, aquelas pessoas contribuíram grandemente para nossa coleção atual de artefatos e para a ampliação de nosso conhecimento a respeito da civilização pré-colombiana no Novo Mundo.
Contudo, Mitchell-Hodges também era um homem conhecido por acreditar piamente na lenda de Atlântida. De fato, foi a fé de poder confirmar a existência de uma ligação entre a Atlântida e os maias que o levou a se embrenhar nas florestas da América Central.
Infelizmente, os cristais não podem ser datados por meios convencionais. No entanto, os laboratórios da Hewlett-Packard, que estudaram o estranho crânio, calcularam que sua confecção teria exigido o trabalho de, no mínimo, trezentos anos, por uma série de artesãos extremamente habilidosos. Na escala de dureza, os cristais de rocha estão apenas ligeiramente abaixo dos diamantes.
Por que aquela rocha seria tão valiosa para quem quer que a tenha encontrado, a ponto de pessoas passarem três séculos polindo pacientemente um pedaço de pedra não nativa?
O mistério do crânio de cristal ficou ainda mais intrigante quando as duas peças foram encaixadas, e as pessoas tomaram conhecimento de que o crânio de cristal balançava na base da mandíbula, dando a impressão de ser um crânio humano abrindo e fechando a boca. Ele poderia ter sido manipulado por sacerdotes nos templos como um oráculo divinatório.
Outras propriedades ligadas ao crânio de cristal são ainda mais peculiares. Dizem que o lóbulo frontal, por exemplo, às vezes fica nublado, assumindo coloração branco-leitosa. Em outras ocasiões, ele emite uma aura quase fantasmagórica, "forte e com pequena nuance da cor do feno, similar ao anel que circunda a Lua".
Quer seja o produto de uma imaginação muito fértil, ou estimulado pelo próprio crânio, aqueles que ficam perto dele por longos períodos afirmam passar por experiências enervantes, que afetam os cincos sentidos, inclusive sons etéreos, aromas, e até mesmo fantasmas. O impacto visual do crânio é hipnótico, para os céticos, inclusive.
Sejam quais forem seus poderes, porém, uma maldição fatal sobre seu proprietário não parece fazer parte do conjunto. Mitchel-Hodges mal deixou que o crânio saísse de sua vista por mais de trinta anos, durante os quais sobreviveu a três facadas e oito ferimentos provocados por balas.
Quando morreu, no dia 12 de junho de 1949, com a idade de 77 anos, ele legou em testamento o crânio de cristal a sua filha adotiva, que o encontrou enterrado sob um antigo altar, na selva hondurenha. O crânio, com valor estimado em 260 mil dólares, continuou sendo propriedade particular.

Charles Berlitz

O livro dos Fenómenos Estranhos

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

O Sonho da Sra. Wragg

Grandes calamidades já foram previstas em sonhos. Visões noturnas também já salvaram vidas, inclusive a do capitão Thomas Shubrick, cujo navio zarpou de Charleston, Carolina do Sul, em direção a Londres, em 1740. Shubrick mal saíra do porto quando enfrentou uma terrível tempestade. O vento soprava com tanta violência que amigos e parentes em Charleston começaram a orar pela sobrevivência dos tripulantes. Não havia esperança de que o navio conseguisse voltar ileso ao porto.
Mas naquela noite a mulher de um dos amigos mais íntimos de Shubrick, uma certa sra. Wragg, teve um sonho em que viu o capitão vivo e agarrado a destroços flutuantes. A visão comoveu-a de tal forma que ela insistiu com o marido para que liderasse uma patrulha de busca e salvamento. Um pequeno barco foi lançado ao mar, porém os ocupantes retornaram de mãos vazias.
O sonho repetiu-se uma segunda vez, e a patrulha de resgate voltou novamente sem sucesso. Quando o sonho aconteceu pela terceira vez, a sra. Wragg implorou para que o marido tentasse de novo. Na viagem final, o capitão Shubrick e outro marujo exausto foram resgatados. Eles estavam agarrados a um destroço do navio naufragado. A persistência foi compensada, assim como o sonho contínuo da sra. Wragg.

Charles Berlitz

O livro dos Fenómenos Estranhos

terça-feira, 19 de setembro de 2017

Continentes Perdidos

A Atlântida não é o único continente mítico supostamente destruído e tragado pelo mar. Pessoas letradas e fabulistas falam de dois outros continentes perdidos - as lendárias terras de Lemúria e Mu.
O nome Lemúria vem de lêmures, primatas primitivos da família dos lemurídeos, e foi cunhado no século 19 pelo zoólogo inglês P. L. Sclater, devido à similar idade de fósseis desses primatas encontrados na região sul da Índia e na província de Natal, na África do Sul. Sclater postulou a existência de Lemúria, continente submerso que haveria no oceano Índico, ligando as regiões meridionais da África e também da Ásia.
A idéia de uma ponte tropical ligando as massas de terra existentes ganhou a fantasia e o apoio de nada menos que Thomas Huxley, cientista inglês e indiscutível autoridade na teoria da evolução. Na Alemanha, o biólogo Ernst Haeckel chegou a especular sobre a possibilidade de a antiga Lemúria ter sido o Jardim do Éden, o paraíso perdido, que serviu de berço para a raça humana.
O continente perdido de Mu também tem sido muito pesquisado por estudiosos do inexplicável. Ele surgiu, pela primeira vez, em uma série de livros de autoria de James Churchward, coronel inglês da reserva, que servira com os Lanceiros de Bengala, na Índia. Ao ser designado para um trabalho de assistência à população carente e faminta, ele conheceu um rishi, sábio hindu que tinha em seu poder grande quantidade de placas de pedra escritas em naacal, a língua nativa de Mu.
De acordo com a teoria de Churchward, baseada nas pedras escritas em naacal e nas tradições orais das ilhas do Pacífico e de regiões das Américas do Sul e Central, os primeiros seres humanos foram originados em Mu, há uns 200 milhões de anos. A ciência deles, inclusive a capacidade de manipular a gravidade, era muitas vezes mais adiantada do que a nossa. Não obstante, há aproximadamente 12 mil anos, a tragédia se abateu sobre os mus, na forma de uma gigantesca explosão de gás.
Arruinado, o continente de Mu submergiu no oceano Pacífico. Tudo o que restou da massa de terra de 8 mil quilômetros de comprimento por 5 mil quilômetros de largura foram algumas poucas ilhas dispersas acima das ondas. As gigantescas e inexplicáveis obras existentes em várias ilhas do Pacífico, bem como as grandes cabeças de estátuas na ilha de Páscoa, não poderiam ter sido construídas pela limitada mão-de-obra disponível nas ilhas, justamente por causa de suas dimensões atuais.
Além disso, convém notar que os havaianos nativos ainda dão a esse continente perdido o nome de Mu. Dos habitantes do antigo Mu, calcula-se que quase 64 milhões de pessoas tenham perecido na explosão cósmica. Os sobreviventes colonizaram os outros continentes.
Churchward morreu em 1936, com a idade de 86 anos, depois de ter escrito cinco livros sobre o continente de Mu. Mais referências por escrito a Mu devem ainda existir em alguns dos mosteiros localizados nas altas montanhas da Ásia central.

Charles Berlitz

O livro dos Fenómenos Estranhos

domingo, 17 de setembro de 2017

Convulsões e Cataclismos

Os geólogos serão os primeiros a admitir que o planeta Terra parece estar fadado a uma catástrofe apocalíptica de natureza global. A crosta terrestre está sofrendo imensas tensões, enquanto placas tectônicas de dimensões continentais colidem umas com as outras em danças perigosas, desde tempos imemoráveis, acompanhadas por tambores e archotes - os terremotos e os fogos vulcânicos que margeiam o oceano ilusoriamente chamado de "Pacífico".
Em 1883, o mundo registrou sua explosão mais forte na ilha vulcânica Krakatoa, Indonésia, quando o vulcão Perbuatan entrou em erupção, vaporizando-se, literalmente, e provocando a morte de 36 mil pessoas em Java e Sumatra. O abalo foi registrado em todo o mundo, e as cinzas lançadas da cratera chegaram até Madagascar. Tanta cinza e tanta poeira foram lançadas na atmosfera que o pôr-do-sol mudou de cor e as condições climáticas se viram drasticamente alteradas durante os anos seguintes.
Devido à grande porcentagem da população mundial que vive em regiões baixas, uma explosão de tal magnitude nos dias de hoje, sem dúvida, ceifaria centenas de milhares de vidas humanas. Até mesmo as regiões costeiras de países distantes, como o Japão e o Havaí, seriam ameaçadas.
O litoral da Califórnia vive, constantemente, à beira de um desastre, e seus habitantes esperam a ocorrência, a qualquer momento, de um terremoto tão intenso quanto aquele que destruiu San Francisco, em 1906. A pressão geológica está aumentando também sob a Grã-Bretanha e a Escandinávia. Se liberada, ela poderia inundar grande parte da Escócia e transformar Londres em um porto do mar do Norte.
Os médiuns têm advertido, há muito tempo, da possibilidade de uma convulsão global, que poderá ameaçar o futuro da humanidade neste planeta. São apoiados pelos próprios cientistas, cujas previsões são igualmente catastróficas. Além de terremotos e vulcões, eles estão percebendo crescente "efeito estufa" que poderia elevar os níveis dos oceanos do mundo, encobrindo a maioria dos portos atuais.
Além disso, o decréscimo na camada protetora de ozônio poderia aumentar drasticamente a incidência de câncer na população. Alguns chegam até a prever súbita reversão dos pólos magnéticos da Terra.
Na realidade, quase todas essas catástrofes geográficas em potencial estão na ordem natural das coisas, inclusive o avanço e a regressão de eras glaciais, e o bombardeio de nosso planeta por corpos celestes do tamanho de pequenos países.
Mas o que mudou mais, em escala planetária, é o número imensamente maior de pessoas que sofreriam as conseqüências da catástrofe. A questão já não é mais procurar saber se os cientistas ou os médiuns estão certos, e sim qual a bola de cristal que será despedaçada primeiro.

Charles Berlitz
O livro dos Fenómenos Estranhos

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Modernas Profecias

A profecia é uma tradição muito apreciada. Assim, não há motivo para sermos levados a acreditar que não existam profetas aptos praticando sua presciência entre nós nos dias de hoje. Na realidade, talvez haja um número maior de profetas hoje do que na Idade Média, se considerarmos o aumento considerável da população mundial.
O romancista e pensador social inglês H. G. Wells errou na previsão do início da Segunda Guerra Mundial em um ano, e também no concernente à localização, uma estação ferroviária de Dantzig, embora tivesse acertado o país - Polônia. (Os alemães, na verdade, usaram um transmissor de rádio como desculpa pelo ataque.) Homer Lee, comentarista militar, previu de modo preciso que os japoneses usariam a movimentação de tropas baseadas no golfo de Lingayen para invadir as Filipinas e impedir a passagem dos americanos em Corregidor, isso 32 anos antes de o fato realmente acontecer.
O problema, naturalmente, é que as profecias podem ser corretas, porém não terão nenhum efeito sobre eventos subseqüentes se as pessoas não tomarem as necessárias providências. Temos, por exemplo, a previsão feita pelo médium profissional Cheiro, que aconselhou Lord Kitchener a não viajar por via marítima no ano de 1916. Kitchener ignorou a advertência e embarcou rumo à Rússia no Hampshire, no ano previsto. O navio foi de encontro a uma mina e afundou, levando o descrente lorde para as profundezas.

Charles Berlitz

O livro dos Fenómenos Estranhos

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Encontros Imediatos - De Norte a Sul (Parte 1)

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Nostradamus

"Dos profetas antigos e atuais, poucos conquistaram a imaginação do público como Michel de Nostre-Dame, ou Nostradamus, médico e astrólogo judeu nascido em Saint-Remy, França, em 1503.
Em 1555, ele publicou Centúrias Astrológicas, série de profecias escritas em três agrupamentos de uma centena de estrofes cada um e, quase que imediatamente, transformou-se no que, hoje em dia, chamaríamos de um best-seller.
A profecia responsável por sua reputação era colocada nos seguintes termos: "O jovem leão dominará o velho no campo de batalha, em um combate único; em uma jaula de ouro ele perfurará seus olhos, dois ferimentos em um, então morrerá em morte lenta e cruel".
Pouco depois da publicação das Centúrias Astrológicas, Henrique II, da Inglaterra, durante festividades de casamento, bateu-se em uma justa com o jovem Montgomery, cuja lança quebrou e perfurou o elmo de ouro de Henrique, atingindo-o no olho. Dez dias depois, o rei, que usava um leão como emblema, teve morte dolorosa.
A reputação de Nostradamus estava assegurada. Alguém poderá argumentar que a interpretação foi feita para se adaptar à previsão, especialmente porque se referia a eventos acontecidos em sua própria época. No entanto, as previsões de Nostradamus anteciparam pessoas, lugares e fatos que somente ocorreriam alguns séculos mais tarde, inclusive a Revolução Francesa, a trajetória infeliz de Luís XVI e de Maria Antonieta, que terminaram na guilhotina, a ascensão de Napoleão, a Segunda Guerra Mundial (ele chegou mesmo a fazer trocadilhos com os nomes de Hitler e Roosevelt), ataques aéreos sobre a Inglaterra, e até o uso de armas atômicas. Que mistério existe hoje em dia nestes dois versos, por exemplo?
Um príncipe líbio ficará poderoso no Ocidente. A França ficará preocupada com os Árabes.
Não é preciso muita imaginação para descobrir o nome do príncipe líbio. Basta ler um exemplar de qualquer jornal recente. A subida ao poder do aiatolá Khomeini e a queda do xá do Irã são misteriosamente previstas nesta estrofe:
Chuva, fome e guerra incessante na Pérsia. A fé excessiva trairá o rei. Terminará ali - começará na França.

Ainda nos lembramos que foi durante o exílio na França que o aiatolá estabeleceu as bases para a revolução contra o xá Reza Pahlevi, e para o próprio retorno ao Irã.

Charles Berlitz
O livro dos Fenómenos Estranhos

terça-feira, 12 de setembro de 2017

Encontros Imediatos - Dossier Alfena (Parte 2)

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

O Apocalipse Está Próximo?

Antes de qualquer outra coisa, antigos mitos abordam dois assuntos da maior importância: o começo e o fim do mundo. A preocupação com a maneira pela qual o mundo e a vida humana como a conhecemos tiveram início, e, mais importante ainda, como terminarão, é universal.
Profetas, tanto religiosos quanto seculares, também mostram-se preocupados com a aproximação do apocalipse global. Nostradamus, sábio francês do século 16, costumeiramente enigmático quanto a certas datas, preferiu ser inusitadamente preciso quando fez a seguinte previsão:
No ano de mil novecentos e noventa e nove, no sétimo mês
Um grande e assustador rei virá do céu.
Não precisamos esperar tanto para saber o que Nostradamus tinha em mente. Mais que isso, outras fontes sugerem que um terrível julgamento de algum tipo está próximo. A teologia islâmica profetizou que a religião muçulmana duraria até determinado tempo depois que o homem pisasse na Lua. A tradição tibetana afirma que o budismo terminaria com a destronização do décimo terceiro dalai-lama, e isso, também, já aconteceu.
Uma profecia do Antigo Testamento diz que a segunda vinda do Messias será por ocasião do restabelecimento dos judeus em sua nova pátria.
E o calendário maia, magnífica criação da civilização da América Central, termina abruptamente no dia 24 de dezembro de 2011, significando o final da atual quinta idade. O quinto ciclo, chamado de Tonatiuh, está programado para findar em grandes cataclismos ou terremotos.
O significado desses vários mitos e de todas essas tradições que prevêem o fim do mundo não deve ser procurado na variação das datas, e sim no fato de que todos eles convergem, de forma surpreendente, para o fim do atual segundo milênio - ano 2000 -, a astrológica Idade dos Peixes. Quem viver verá se os antigos estavam com a razão.

Charles Berlitz

O livro dos Fenómenos Estranhos

domingo, 10 de setembro de 2017

Encontros Imediatos - De Norte a Sul (Parte 2)

sábado, 9 de setembro de 2017

OVNIs Nazistas

Alguns teóricos vêm, há muito tempo, tentando encontrar explicações plausíveis para os indefiníveis OVNIs. As similaridades entre o advento do moderno disco voador, no verão de 1947, e os avanços subseqüentes na tecnologia aeroespacial, tanto dos soviéticos quanto do bloco ocidental, dizem eles, são muito surpreendentes para pensarmos em simples coincidência.
Na verdade, fontes dispersas indicam que a Luftwaffe (força aérea) de Hitler, que desenvolveu o primeiro caça a jato em todo o mundo, trabalhava arduamente no projeto de uma série de armas aéreas super-secretas, durante os últimos dias da Segunda Guerra Mundial. De acordo com relatório publicado em 13 de dezembro de 1944, por Marshall Yarrow, correspondente da Reuters, "os alemães produziram uma arma 'secreta', que poderá vir a ser usada no fim do ano. O novo dispositivo que, aparentemente, é uma arma de defesa aérea, parece as bolas que enfeitam as árvores de Natal. Elas já foram vistas pairando no ar sobre a Alemanha, algumas vezes sozinhas, outras em grupo. A cor dessas bolas é prateada e elas são, aparentemente, transparentes".
Seriam as bolas voadoras as Foo Fighters, tão famosas durante a Segunda Guerra Mundial, ou será que os engenheiros nazistas desenvolveram algo ainda mais sofisticado? O pesquisador italiano Renato Velasco afirma que os alemães produziram uma máquina voadora em forma de disco, de perfil baixo, à qual eles deram o nome de Feuerball (Bola de Fogo), usada tanto como dispositivo anti-radar quanto arma de guerra psicológica contra as forças dos Aliados.
Uma versão melhorada, o Kugelblitz (Relâmpago de Fogo) substituiu o motor de turbina a gás da Feuerball por outro que empregava a propulsão a jato. De acordo com Velasco, o Kugelblitz foi o primeiro avião capaz de pousar e decolar verticalmente. Seu projetista foi Rudolph Scriever, e, ao que consta, o aparelho era produzido na fábrica da BMW, perto de Praga, em 1944.
A aeronave voou pela primeira vez em fevereiro de 1945, sobre o amplo complexo subterrâneo de pesquisas de Kahla, Turíhgia, Alemanha. Foi também nessa área das montanhas Harz que, de acordo com informações confidenciais, Hitler pretendia construir seu último bastião, fortificado pelas novas "armas secretas" que Goering, comandante da Luftwaffe, vinha prometendo tanto.
O tempo foi implacável para o arsenal secreto dos nazistas. Mas se a União Soviética, bem como qualquer outra potência, conseguiu assimilar a tecnologia dos discos voadores, isso pode ter levado à experimentação e ao desenvolvimento de algo que deu origem aos freqüentes relatos dos primeiros OVNIs, iniciados em 1947.

Charles Berlitz

O livro dos Fenómenos Estranhos

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Encontros Imediatos - Dossier Alfena (Parte 3)

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Baterias Humanas

De maneira ainda desconhecida, a eletricidade em uma tomada na parede parece intimamente ligada ao sistema nervoso dos seres humanos, embora a ciência pareça relutante em reconhecer o equivalente biológico. No entanto, existiram algumas pessoas cujas "baterias" eram de natureza incomum e supercarregadas, como as de Angelique Cottin, garota francesa de 14 anos, cujas inexplicáveis propriedades eletromagnéticas foram objeto de estudos por parte da Academia de Ciências.
A partir do dia 15 de janeiro de 1846, e durante as dez semanas seguintes, Angelique deixou ponteiros de bússolas completamente malucos. Objetos, e até mesmo móveis pesados, afastavam-se a seu toque e vibravam em sua presença. Quaisquer que fossem suas estranhas forças, a Academia resolveu chamá-las de "eletromagnetismo". A força parecia ter origem no lado esquerdo da jovem, conforme opinião de especialistas, particularmente no cotovelo e no pulso. Além disso, os poderes da garota pareciam aumentar de intensidade à noite. Durante um ataque, Angelique costumava ter convulsões, e a pulsação do coração chegava a 120 batidas por minuto.
Outro ser humano supercarregado foi a adolescente americana Jennie Morgan, de Sedalia, Missouri, que, supostamente, emitia faíscas de descarga elétrica entre ela e qualquer pessoa que se aproximasse, chegando, algumas vezes, a deixar inconscientes as pessoas. Os animais ficavam agressivos e fugiam a sua presença.
Certa jovem de Ontário chamada Caroline Clare passou a demonstrar sintomas similares, logo após um mal não diagnosticado, durante o qual ela passou a descrever lugares que, na realidade, jamais visitara. A doença durou um ano e meio. Quando os sintomas desapareceram, a pequena ficou de tal forma magnetizada que os talheres colavam em seu corpo com tanta força que precisavam ser puxados por outra pessoa. Caroline também foi motivo de estudos, dessa vez realizados pela Associação Médica de Ontário.
A mais poderosa bateria humana deve ter sido Frank McKinstry, de Joplin, Missouri. Era tão carregado de energia que chegava a grudar no solo. Se McKinstry parasse de caminhar, por exemplo, era incapaz de dar mais um passo, a menos que outras pessoas o levantassem do chão, interrompendo o circuito elétrico.

Charles Berlitz

O livro dos Fenómenos Estranhos

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Encontros Imediatos - De Norte a Sul (Parte 3)

terça-feira, 5 de setembro de 2017

O Método Fotográfico Kirlian

O acaso sempre desempenhou papel importante nas descobertas científicas. Tomemos, por exemplo, o caso do engenheiro russo Semyon Kirlian, que, em 1939, consertava um aparelho de eletroterapia. Quando sua mão se aproximou demais de um eletrodo carregado, o flash e o choque resultantes aguçaram-lhe a curiosidade: o que aconteceria se ele usasse a própria descarga elétrica como um tipo de apoio para as fotos feitas com flash?
Para surpresa de Kirlian, a primeira foto - de sua própria mão - revelou uma descarga semelhante a uma aura, que envolvia os dedos e a palma da mão. Foi o nascimento da fotografia de Kirlian, e seu descobridor dedicaria os próximos quarenta anos de sua vida aprofundando-se no desenvolvimento do método.
Em pouco tempo, Kirlian descobriu que, entre outras aplicações, seu método podia, aparentemente, determinar a saúde de um espécime em particular. Essa constatação aconteceu quando um colega tentou enganá-lo, dando a ele duas folhas supostamente idênticas para análise. Quando suas fotos mostraram "auras" dramaticamente diferentes, Kirlian chegou a pensar que o equipamento pudesse estar com defeito. O colega finalmente admitiu que a amostra com a aura mais fraca fora tirada de uma árvore doente, enquanto a outra folha viera de uma planta perfeitamente saudável.
Muitas teorias foram propostas para explicar o efeito Kirlian: campos eletromagnéticos que circundam o corpo, cargas elétricas eliminadas por camada de suor, e até mesmo a "força vital" etérea.

Charles Berlitz
O livro dos Fenómenos Estranhos

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

OVNI em Sintra (28 Abril 2012)


domingo, 3 de setembro de 2017

Um Pároco Cátaro

Ele deveria ter sido um modesto padre de uma paróquia insignificante. Em vez disso, François-Berenger Saunière procurou a companhia de uma linda estrela da ópera francesa, e acabou com quatro contas bancárias, com as quais financiou a restauração de uma obscura capela francesa em Rennes-le-Château. A igreja foi decorada com uma estátua representando a figura do Diabo, o que levou todo mundo a se perguntar se a recente fortuna de Saunière viera de Deus ou de Satã.
A resposta pode ser encontrada entre as lendas de certa doutrina herética do século 13, conhecida como seita dos cátaros, que controlava a província francesa de Languedoc, no Mediterrâneo. Os cátaros acreditavam no Demiurgo, nome dado pelos platônicos ao Deus que teria criado o mundo, utilizando para tanto a matéria já preexistente. O Demiurgo, deus inferior ou mesmo maligno, que devia ser derrotado para que se conseguisse a salvação, concedia favores a seus servos, assim como o Deus cristão.
No dia 2 de março de 1244, o último baluarte cátaro em Montségur foi derrubado por forças ortodoxas. No entanto, correram boatos segundo os quais o tesouro dos cátaros fora escondido antes da queda final. Seria aquele o mesmo tesouro que Saunière descobrira, logo após assumir a direção da pequena cidade de Sainte-Madelaine, em Rennes-le-Château, em 1885?
Pouco depois de sua chegada à cidade, Saunière visitou Paris, e a vida nunca foi mais a mesma para o pobre pároco do interior. Seus paroquianos ficaram atônitos, quando o humilde Saunière recebeu a visita de Emma Calve, a mundialmente famosa soprano, em Rennes-le-Château. Na verdade, ela continuou a se encontrar com o padre, até seu casamento com o tenor Gasbarri, em 1914.
Além de gastos desconhecidos, Saunière investiu mais de 1 milhão de francos na restauração da obscura igreja de Sainte-Madelaine, inclusive dos diabos de pedra. Sobre o pórtico frontal ele mandou gravar as seguintes palavras: "Este é um lugar terrível".

Charles Berlitz

O livro dos Fenómenos Estranhos

sábado, 2 de setembro de 2017

Círculos na Praia da Fonte da Telha (2009)


sexta-feira, 1 de setembro de 2017

A Maldição de James Dean

Às vezes, é a própria coisa - uma jóia fabulosa ou um navio malfadado - que parece abrigar e perpetuar uma maldição. Outras vezes, uma figura pública pode vir a ser, inexplicavelmente, ligada a um objeto em particular, provocando a mão do destino.
Esse poderia ser o caso do Porsche em que James Dean, a lenda dos adolescentes rebeldes dos anos 50, colidiu e morreu em 1955, terminando de forma trágica o que muitos consideravam como uma das carreiras mais brilhantes e promissoras de Hollywood de todos os tempos.
Independentemente de qual tenha sido seu pedigree anterior, o fato é que, a partir do momento em que James Dean morreu ao volante, aquele Porsche passou a sofrer sua própria fase de má sorte. Depois da morte do ídolo, George Barris, entusiasta por carros esportes, comprou-o, mas, quando estava sendo tirado do guincho, o automóvel escorregou e quebrou a perna do mecânico. Barris vendeu o motor a um médico e piloto amador, que o instalou em seu carro. Algum tempo depois, o médico perdeu o controle da máquina durante uma competição e morreu. Outro piloto, na mesma corrida, ficou ferido numa colisão. Acontece que esse segundo carro estava equipado com o eixo cardã do Porsche de James Dean.
A carroceria e o chassi do Porsche ficaram tão irremediavelmente danificados no acidente do ídolo que acabaram expostos como parte da campanha de segurança nas estradas. Em Sacramento, o que restava do automóvel caiu da plataforma, quebrando a bacia de um adolescente que visitava a exposição. Em seguida, ao ser transportado para outra cidade em caminhão, a máquina provocou outro acidente. O motorista do carro que bateu na traseira do caminhão foi atirado para fora, atropelado e morto pelo Porsche maldito.
Certo piloto de corridas quase morreu, depois de usar dois pneus do carro fatídico de James Dean. Os pneus estouraram ao mesmo tempo. Enquanto isso, a exposição itinerante continuou a fazer das suas. No Oregon, o freio de emergência do caminhão que transportava o Porsche falhou, e o veículo foi de encontro à vitrine de uma loja comercial. Quando estava montado sobre suportes em Nova Orleans, o carro praticamente desintegrou, quebrando em onze partes.
O carro esporte de James Dean, bem como a maldição que o acompanhava, desapareceu quando o Porsche foi enviado de volta a Los Angeles, de trem.

Charles Berlitz

O livro dos Fenómenos Estranhos

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Marcas gigantes no solo intrigam em Cabeço de Vide




O mistério foi dado a conhecer, esta sexta-feira, através de um movimento no Facebook: em Cabeço de Vide (Portalegre) surgiram umas marcas gigantes no solo que estão a intrigar muitos. 
Há quem insista que se trata de manipulação, "mau photoshop" e até quem refira que tudo foi feito com um tractor. Apesar disso, foram divulgados vídeos, com vista aérea, que espantam pela dimensão das referidas marcas.
Com mais de três mil admiradores, o grupo, numa alusão ao dia 21 de Dezembro, pergunta: “Mas o que é que se passa em Cabeço de Vide? É o fim do mundo, no local onde a NASA diz que começou a vida?”

sábado, 5 de agosto de 2017

Muitas histórias de arrepiar


Para travar o medo, "que dizem ser um dos maiores inimigos do homem", o melhor é conhecer de perto os locais misteriosos, que encerram lendas, encantamentos e maldições. É essa a viagem proposta por Vanessa Fidalgo, a autora do livro ‘101 Lugares para Ter Medo em Portugal’ (edição Esfera dos Livros). Depois de ‘Histórias de um Portugal Assombrado’, lançado no ano passado, a jornalista do Correio da Manhã volta a percorrer o País para revelar as zonas mais profundas do imaginário nacional.

"Parte da pesquisa para este livro foi feita enquanto trabalhava no primeiro e encontrei bastantes histórias de medo", explica Vanessa Fidalgo. No seu périplo pela tradição oral e escrita dos fenómenos que mais assustam os portugueses, a jornalista apercebeu-se de que "o medo, por ser das emoções mais universais e ambíguas, molda o comportamento humano, limita, condiciona e leva, inclusivamente, as pessoas a duvidarem das suas certezas e convicções". No entanto, "também pode ter um aspeto pedagógico, como se pode ler neste livro, por exemplo na história da Maria Gancha: a criatura que habita o fundo de um poço e puxa as crianças mais não é do que uma maneira de evitar que estas se aproximem do perigo".

Num país desenhado em escarpas, montanhas, terras quentes e frias, o próprio espaço geográfico é terreno fértil para a imaginação. "O poder da natureza é esmagador. E muitas vezes esses locais acabam por se associar a lendas, histórias mal contadas, que criam um certo misticismo", nota a autora. Locais como a serra da Arrábida, "onde se acredita existirem grutas sem fim", ou a encruzilhada das Botas de Cubalhão, em Melgaço, "que remete para a existência de uma alcateia de lobos com poderes sobrenaturais".
Por outro lado, avança Vanessa Fidalgo, "há histórias mais reais que também incorporam os nossos receios e estão ligadas aos locais onde ocorreram crimes, que pode ser a porta ao lado, e assustam porque se receia o fantasma do que ali se passou". Ancestrais ou contemporâneas, transmitidas pela via oral, pelos media ou pela imaginação, a verdade é que estas histórias continuam a fascinar.

Seguem-se excertos do livro, que já está nas livrarias, comentados pela autora.

AS RATAZANAS DE MAFRA
"Para que este temor se adensasse muito contribuiu também a trágica morte de um militar do aquartelamento de Mafra, contíguo ao palácio e ao convento, que sofreu uma queda mortal de mais de 30 metros num dos ventiladores dos esgotos. Era conhecido como o Coradinho e o seu corpo demorou dois dias a aparecer. Tal demora foi o bastante para que logo os mais antigos de Mafra tivessem fixado apenas uma versão: ‘por estar muito ferido, foi logo devorado pelas ratazanas!’
O caso causou tais desconfianças que a história passou a ser assim contada entre os militares mais jovens, em jeito de praxe. Diz-se ainda, à boca pequena, que os monges que habitam o Convento têm de alimentar os bichos regularmente, para não correrem o risco de estes emergirem furiosamente à superfície". Este é um dos mais populares mitos urbanos da região Centro.

PALÁCIO VALENÇAS
"O Palácio foi construído a mando de Luís Pereira Jardim, 1º conde de Valenças que, pelos vistos, além de detentor de um apurado bom gosto, era também homem capaz de despertar paixões intensas! Pelo menos, é isso que afirma um vigilante do edifício municipal. Diz ele que, quando o Sol se põe e as sombras tomam conta dos corredores de madeira grossa, das estantes com grossos volumes de livros, dos vitrais e dos lustres, na cave ‘ouve-se a voz do fantasma de Palmira, uma antiga empregada do conde." Esta é a história de um dos mais famosos fantasmas de Sintra. Na serra não faltam razões para ter medo, seja no Chalé Biester ou mesmo no quarto nº 18 do Hotel dos Seteais, onde habita um fantasma.

PONTE DE MIZARELA
"Localizada na aldeia de Sidrós (concelho de Montalegre), mais especificamente no lugar da Mizarela e sobre o caneiro cristalino do rio Rabagão que corre célere e frio no coração do Gerês, a ponte da Mizarela tem uma lenda sobre um malogrado criminoso. Um infeliz que, ao tentar escapar aos longos e implacáveis braços da justiça, acabou por ver-se encurralado, em total desespero e aflição, nos penhascos que ladeiam o rio. (...) O caráter sagrado da construção de pedra ganhou tal fama que, quando uma mulher não conseguia levar uma gravidez até ao fim, dirigia-se à ponte e pernoitava debaixo dela, de modo a ser abençoada com a dádiva de um herdeiro." À ponte da Mizarela ainda vai muita gente à procura de uma bênção.

CASTIGO NOS AÇORES
"O ambiente em seu redor era de cortar à faca, um estertor de nervos. Ninguém se atrevia a verbalizar mas todos acreditavam estar diante da entrada para o Inferno. Quem lá fosse, jamais de lá sairia. Cheio de medo, o noivo lá foi descendo no buraco negro e medonho. Valeu a pena o amor. Lá bem no fundo encontrou a rapariga, a tremer de medo, esquálida e esfomeada. Quase não o reconheceu. (...) Porém, apesar do final feliz, um mistério permanecia no ar. Quando perguntaram à rapariga o que se tinha passado e como tinha ido ali parar, ela sombriamente não sabia explicar! Foi então que a mãe, num semblante arrependido, recordou a blasfémia que tinha proferido ao invocar o diabo. Ele que, acredita o povo dos Açores, anda sempre à espreita, em busca de almas perdidas para levar para o inferno…" Palavras impensadas, numa praga que a mãe rogou à própria filha, quase levavam a um desfecho trágico. À conta de histórias como esta, a população da Graciosa acredita que as caldeiras são passagens para outros mundos.

MONSTRO NA SERRA
"Com uma forma circular quase perfeita, a lagoa Escura da serra da Estrela deve este nome à cor sombria das suas águas, que durante quase todo o inverno se pintam de negro pela escassez do sol, a profundidade do leito e, principalmente, por causa das inóspitas rochas graníticas que a envolvem nas margens e no fundo, constantemente coberto por uma densa manta de limos. Só que a lagoa desperta muitos medos. Alguns são bastante compreensíveis, pois as suas águas podem ser traiçoeiras, sobretudo para quem não as conhece e se afoita a entrar num mergulho que pode ser fatal. Outros medos, porém, criaram-se à conta do rebuliço motivado por uma expedição científica proveniente de Lisboa que, em 1881, foi incumbida de fazer a sondagem da lagoa Escura para lhe determinar a profundidade. Uma expedição que jamais foi esquecida, pois despertou na população o rumor de que as suas profundezas albergariam um monstro!". Por causa do tal monstro, as gentes da serra não se atreviam a pôr o pé na água.

HAVIA CEM HISTÓRIAS E MAIS UMA
Vanessa Fidalgo é jornalista do Correio da Manhã desde 1997 e cedo se interessou por lendas, mitos e fenómenos inexplicáveis. Casada e mãe de uma menina, a autora de ‘Histórias de um Portugal Assombrado’ continua o seu périplo pelos mistérios portugueses no livro ‘101 Locais para Ter Medo em Portugal’. O título, conta, surgiu precisamente da pesquisa realizada para esta nova obra. "Inicialmente pensei relatar cinquenta histórias, mas rapidamente cheguei às oitenta e decidi alargar para um número mais forte, pois existem muitos relatos. Quando terminei pensava ter cem histórias, mas verifiquei que afinal eram cento e uma e assim ficou."

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Marcas sem explicação

As marcas de círculos no relvado da Companhia das Lezírias, em Benavente, registadas no dia 20 de Dezembro do ano passado, continuam por explicar. De acordo com a Sociedade Portuguesa de Ovnilogia (SPO) este "é o primeiro caso, em cinco anos de actividade, em que são apresentadas fotografias" de um fenómeno semelhante. "Chegámos às 09h00 e vimos os círculos no meio do relvado que estava todo branco devido à geada que caíra durante a noite", contou  Carlos Samora, dono do restaurante A Coudelaria, dando conta que as mesmas "desapareceram ao longo da manhã".

Nuno Montez da Silveira, presidente da SPO, considerou o caso "bastante interessante", lamentando não ter sido possível "ir ao local ainda com as marcas no terreno para as investigar melhor".

O mais intrigante fenómeno OVNI em Portugal ocorreu a 4 de Setembro de 1957 quando quatro jactos F84, da base da OTA, liderados pelo capitão Lemos Ferreira, enfrentaram o ataque de um estranho objecto luminoso.

Foi o ano da fundação da Sociedade Portuguesa de Ovnilogia que aplica o método científico a esta fenomenologia.

Figuras geométricas desenhadas em campos de cultivo. O fenómeno, associado a OVNI, terá surgido em Inglaterra nos anos 70.

segunda-feira, 31 de julho de 2017

OVNI em Nelas (28 Outubro 2012)

sábado, 29 de julho de 2017

OVNIS em Alvor

quinta-feira, 27 de julho de 2017

Encontros Imediatos - OVNI Montargil


terça-feira, 25 de julho de 2017

Encontros Imediatos - Praia de Salgueiros (Parte 2)

domingo, 23 de julho de 2017

Encontros Imediatos - OVNIS caso Lemos Ferreira


sexta-feira, 21 de julho de 2017

Encontros Imediatos - Ferreira do Alentejo (Parte 3)

segunda-feira, 17 de julho de 2017

O Fluxo Mediúnico

Alguns especialistas acreditam que recebemos impressões mediúnicas continuamente durante o dia, mesmo que essas mensagens jamais entrem em nosso consciente. Essa idéia era simplesmente uma teoria, até os anos 60, quando E. Douglas Dean, um engenheiro eletricista de Nova Jersey, decidiu demonstrá-la.
Partindo de algumas pesquisas realizadas anteriormente na Tchecoslováquia, Dean usou duas pessoas para seus experimentos. O primeiro sujeito, o "receptor", foi colocado sozinho em uma sala, os dedos presos a um aparelho para medir o fluxo sangüíneo no corpo. Enquanto isso, em uma outra sala, o "emissor" começou a trabalhar. Ele - ou ela - estudava uma série da cartões em branco ou então com um nome escolhido a esmo. Em geral, um nome significativo para o emissor ou para o receptor. Dean esperava que, quando o emissor ficasse estimulado ao deparar com um nome emocionalmente significativo, o receptor também reagiria. Tal reação seria demonstrada no gráfico do aparelho, que indicaria um aumento nas pulsações.
A experiência foi bem-sucedida, mas não da forma esperada. O que aconteceu foi que o fluxo sangüíneo do receptor reagiu quando o emissor olhou para nomes significativos para seu companheiro de experimento. Parecia que o subconsciente do sujeito estava constantemente vigilante durante o teste, à procura de quaisquer mensagens que pudessem ser importantes. Embora os sujeitos não estivessem cientes de quando os sinais de PES eram recebidos, seus corpos sutilmente reagiam a eles.

Charles Berlitz
O livro dos Fenómenos Estranhos

quarta-feira, 5 de julho de 2017

Encontros Imediatos - OVNI Castelo de Bode

domingo, 2 de julho de 2017

Encontros Imediatos - Dossier Açores (Parte 1)

sexta-feira, 30 de junho de 2017

OVNI em Sintra (28 Abril 2012)


quarta-feira, 28 de junho de 2017

OVNI na Costa de Caparica (30 Março 2012)


terça-feira, 27 de junho de 2017

Encontros Imediatos - OVNI Ilha Terceira (Açores)

segunda-feira, 26 de junho de 2017

Encontros Imediatos - Serra da Gardunha (Parte 1)

domingo, 25 de junho de 2017

Encontros Imediatos - Ferreira do Alentejo (Parte 2)

sábado, 24 de junho de 2017

Encontros Imediatos - Praia de Salgueiros (Parte 3)

sexta-feira, 23 de junho de 2017

Encontros Imediatos - Ferreira do Alentejo (Parte 1)

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Círculos na Praia da Fonte da Telha (2009)


segunda-feira, 19 de junho de 2017

Encontros Imediatos - Ferreira do Zêzere (Parte 1)

sábado, 17 de junho de 2017

Encontros Imediatos - Ferreira do Zêzere (Parte 2)

quinta-feira, 15 de junho de 2017

Encontros Imediatos - Ferreira do Zêzere (Parte 3)

terça-feira, 13 de junho de 2017

Encontros Imediatos - Praia de Salgueiros (Parte 1)

domingo, 11 de junho de 2017

OVNI de Alqueva 2004, identificado


Este incidente ocorreu a 31 de Maio de 2004, na Barragem do Alqueva situada entre Reguengos e Évora, quando o jovem Eduardo Silva, estagiário do Instituto de Soldadura e Qualidade (ISQ) na companhia de três colegas se encontravam no local a recolher algumas fotografias no âmbito de um trabalho referente ao meio ambiente.
Eduardo Silva somente reparou que existia uma ponto na sua foto e que ainda brincou com os seus colegas ao alegar ser um OVNI em tom de brincadeira.
Salienta que estava um dia de calor e no seu horizonte não eram visíveis pássaros, não se tratando também de balão, avião ou mesmo helicoptero, não existindo qualquer ruido.
Porem esta noticia correu Jornais e mesmo estações televisivas de informação, despertando as atenções de muitas comunidades alusivas ao fenómeno OVNI.
Segundo o Coronel Barbosa do Estado Maior das Forças Armadas, conta que a Força Aérea não tinha qualquer registo anómalo em Radar, porem iria efectuar um cruzamento de informações e testemunhos da população, passando este caso a especialistas no assunto OVNI.
Os anos passaram, o esquecimento ou arquivamento se esbateu acabando por silenciar este caso, não tendo qualquer resolução sobre o que o Jovem Eduardo Silva teria capturado com a sua câmera fotográfica digital.
Após uma grande análise das mais de 100 espécies de aves existentes no Alentejo, foi possível identificar a ave que terá surgido na foto de Eduardo Silva.



Estas imagens estiveram submetidas apreciação de alguns investigadores Internacionais que concluíram e partilharam a mesma opinião sobre a resolução deste caso. No Alentejo o bem afamado Pombo Torcaz ( Columba Palumbus ), muito apreciado por caçadores e gastronomia regional.
Este é o maior da sua espécie, onde a sua coloração cinza com ligeira plumagem branca e tamanho o distingue de todas as outras espécies congenes.
Esta ave habita todo o território Português, sendo mais abundante em épocas frias, migrando de variados países Europeus.
Toda a zona do Alqueva é abundante desta espécie de ave, sendo muito comum as poder observar enquanto passeia pelos campos do Alentejo ou em viagem de automóvel.
Na fotografia podemos constatar que o Sol está posicionado á direita na imagem, revelando as sombras escuras no montado "Arvoredo" próximo da água e projectando toda a luminosidade sobre a ave "Pombo".
A sua coloração cinza com o reflexo Solar cria um efeito de cinza metálico.
Durante o seu voo esta ave ao entrar para baixa altitude para pouso, recolhe as suas asas que segundo determinada posição fica com o aspecto discóide e inclinação ligeiramente acentuada como muito bem observamos na imagem.
Ao efectuarem zoom sobre a imagem, terão criado um ligeiro desfoque. É de salientar que ao fotografar em programa "modo paisagem", se obtiver uma ave no seu ângulo fotográfico, esta irá ficar com um ligeiro rasto, devido ao tempo de processamento do obturador.
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