domingo, 31 de dezembro de 2017

O Poder Divino do Dalai-Lama

O local: a cidade hindu de Dharamsala, lar de muitos refugiados tibetanos. A data: 10 de março de 1973, dia em que os refugiados pranteavam a fuga do dalai-lama do Tibete. Mas como as tempestades caíam no Himalaia havia semanas, as comemorações pareciam destinadas ao fracasso. Como o tempo não parecia querer melhorar, os habitantes do lugar procuraram a ajuda de Gunsang Rinzing, velho lama temido e respeitado por seus poderes de controlar as condições climáticas. O trabalho do lama foi posteriormente descrito por David Read Barker, antropólogo que realizava pesquisas na Índia naquela ocasião.
Eram 20 horas - explicou o dr. Barker -, e Rinzing começou armando uma fogueira na chuva. Ele estava em estado de concentração, recitava mantras e a sadhana, sempre soprando uma cometa com a forma de fêmur humano e batendo o tambor de duas cabeças de um xamã. Depois de várias horas observando aquele homem a distância respeitosa, fomos dormir, certos de que o tempo seria tão horrível no dia seguinte quanto havia sido nos dias anteriores.
Na manhã seguinte - informou Barker -, a chuva diminuíra e estava apenas garoando e, por volta das 10 horas, transformara-se em frio nevoeiro em um círculo com raio de cerca de 150 metros. Em todos os outros lugares a chuva continuava a cair, porém os vários milhares de refugiados não se molharam nas seis horas em que permaneceram reunidos. Em determinado momento durante o discurso do dalai-lama, caiu violenta chuva de granizo, causando forte barulho nas casas de tetos de zinco, ao redor do local onde se realizava o festival, mas apenas algumas dezenas de pedras caíram sobre a multidão.
Catorze anos antes, quando da invasão do Tibete pelos chineses comunistas, e por ocasião da fuga do dalai-lama para a Índia, condições atmosféricas inesperadas asseguraram-lhe a chegada em segurança, atravessando o Himalaia. Enquanto aviões chineses tentavam encontrá-lo juntamente com seu séquito, denso nevoeiro providencialmente cobriu a área que ele estava atravessando, fazendo com que os viajantes ficassem completamente invisíveis no ar.
Para os tibetanos, naturalmente, a súbita visibilidade zero foi simplesmente uma prova do poder divino do dalai-lama sobre o tempo.

Charles Berlitz
O livro dos Fenómenos Estranhos

sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

O Dirigível Fantasma

No dia 10 de outubro de 1931, o dirigível norte-americano U.S.S. Akron fora programado para circundar o Estádio Fairfield, em homenagem ao jogo Washington e Jefferson-Marshall, em Huntington, Virgínia Ocidental.
A primeira pessoa a avistar o dirigível em rota foi Harold MacKenzie, que o viu sobrevoando a cidade de Gallipolis, Ohio. Ele chamou alguns amigos na fábrica de laticínios Foster Dairy para assistirem ao espetáculo.
Dois deles, o sr. e a sra. Robert Henke, foram à Primeira Avenida com uma amiga, a sra. Claude Parker, e seguiram o dirigível com binóculos. Logo se aproximaram outros observadores, que viram o Akron sobrevoando o rio.
Do lado oposto, em Point Pleasant, Virgínia Ocidental, outros acompanharam a rota do dirigível, que, com seus 45 metros de comprimento, voava a uma altitude de cerca de 100 metros, quando às 14h50 aconteceu uma coisa inesperada e terrível. A sra. Henke declarou à Gallipolis Daily Tribune, no dia 12 de outubro:
- Quando vimos o dirigível, ele pareceu dobrar-se e cair. Algumas das testemunhas do acidente disseram que quatro pessoas pularam de pára-quedas. Parecia haver fumaça circundando o objeto, porém pode ser também que fossem apenas nuvens.
Horrorizados, alguns observadores viram o dirigível irromper em chamas e ir de encontro às colinas ao sul de Gallipolis Ferry, Virgínia Ocidental.
Meia dúzia de testemunhas relataram o episódio ao dr. Holzer, proprietário do Gallipolis Airport. Ao amanhecer do dia seguinte, alguns investigadores se dirigiram ao local da tragédia. Durante o dia inteiro eles procuraram em todos os lugares, tanto em terra como no ar com a ajuda de aviões - e não encontraram vestígio algum do dirigível nem dos infelizes tripulantes. Havia um motivo simples: eles simplesmente não existiam.
Ao anoitecer do dia do suposto desastre, um porta-voz do Akron Airport negou que tal tragédia tivesse ocorrido. O dirigível Akron estava seguro no hangar, assim como os três dirigíveis da Goodyear Zeppelin Company. O Akron sobrevoara a região norte de Ohio naquele dia, mas não seguira para o sul em direção ao Estádio Huntington, porque a Marinha se recusara a acatar o pedido do senador H. D. Hatfield.
Todos os aeroportos das regiões do Leste e do Meio-Oeste declararam que nenhuma de suas aeronaves estava desaparecida. Além disso, não havia dirigível algum estrangeiro operando naquela área dos EUA.
As testemunhas, por outro lado, rejeitaram teimosamente teorias de que teriam visto um bando de pássaros ou simplesmente haviam sonhado acordadas. Até os dias de hoje, esse acontecimento incomum permanece inexplicado.

Charles Berlitz
O livro dos Fenómenos Estranhos

quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

O Romance Inacabado

Durante anos, Thomas Clayton Wolfe, famoso escritor norte-americano, teve um idéia para um romance. Com o título de K-19, ele versaria sobre um vagão-dormitório com essa mesma designação. As vidas de todos os personagens deveriam, de alguma forma, ser afetadas por esse vagão. Ele trocou idéias sobre K-19 com o editor, Maxwell Perkins, mas o romance jamais chegou a assumir forma satisfatória. Perkins sugeriu que Wolfe se concentrasse em outras histórias, até ter certeza de estar diante de uma trama que funcionasse. Ele concordou, porém o destino não quis que voltasse à idéia do K-19. Morreu de ataque cardíaco em 1938, sem conseguir terminar o romance.
Perkins assumiu a responsabilidade de enviar o corpo do escritor de volta a Asheville, Carolina do Norte, onde ele seria enterrado. Enquanto o trem saía da estação, Perkins observou o vagão que levava o caixão de Wolfe. Depois que o trem desapareceu, ele subitamente percebeu qual era o número: K-19.

Charles Berlitz
O livro dos Fenómenos Estranhos

segunda-feira, 25 de dezembro de 2017

O Raio Perseguidor

Em 1899, um raio matou um homem em seu quintal em Taranto, Itália. Trinta anos depois, seu filho foi morto da mesma maneira, no mesmo lugar. No dia 8 de outubro de 1949, Rolla Primarda, neto da primeira vítima e filho da segunda, tornou-se o terceiro membro da família a morrer atingido por um raio.
Igualmente estranho foi o destino de um oficial inglês, major Summerford, que, lutando nos campos de Holanda em fevereiro de 1918, foi derrubado do cavalo por um raio e ficou paralisado da cintura para baixo.
Summerford deu baixa e transferiu-se para Vancouver. Certo dia, em 1924, quando pescava à beira de um rio, um raio atingiu a árvore sob a qual estava sentado e paralisou-lhe o lado direito.
Dois anos mais tarde, suficientemente recuperado, Summerford já podia caminhar. Em 1930 passeava pelo parque durante um dia de verão, quando um raio caiu sobre ele, paralisando-o totalmente. Faleceu dois anos depois.
Contudo, os raios ainda atingiram Summerford mais uma vez. Quatro anos depois da morte, durante uma tempestade, um raio caiu em um cemitério e destruiu uma sepultura. Justamente a do major Summerford.

Charles Berlitz
O livro dos Fenómenos Estranhos

sábado, 23 de dezembro de 2017

Um Massacre em Vôo

Alguma coisa terrível aconteceu em pleno ar um dia no fim do verão de 1939 - e até os dias de hoje o incidente permanece envolto no maior segredo.
Tudo o que se sabe é que um avião de transporte militar deixou a Marine Naval Air Station em San Diego, Califórnia, às 15h30. O aparelho e sua tripulação de treze homens estavam realizando um vôo de rotina para Honolulu. Três horas mais tarde, quando a aeronave estava sobre o oceano Pacífico, soou desesperado sinal de socorro. Então, o sinal de rádio ficou mudo.
Pouco tempo depois, o aparelho voltou à base e fez um pouso de emergência. O pessoal de terra correu em direção ao avião e, quando os oficiais entraram na aeronave, ficaram horrorizados ao ver doze tripulantes mortos. O único sobrevivente era o co-piloto, que, embora seriamente ferido, tivera tempo suficiente para trazer o avião de volta à base. Poucos minutos depois, ele também morreu.
Todos os cadáveres tinham grandes ferimentos abertos. O mais estranho é que o piloto e o co-piloto haviam esvaziado as pistolas automáticas Colt 45 contra alguma coisa. As cápsulas vazias foram encontradas no chão da cabine. Um odor azedo, sulfúrico, podia ser sentido no interior de todo o aparelho.
O exterior da aeronave estava bastante danificado, parecendo que ela havia sido atacada por mísseis. As pessoas que entraram no avião saíram com inexplicável infecção cutânea.
Medidas de segurança extremas foram rapidamente acionadas, e a tripulação de terra de emergência recebeu ordens de abandonar a aeronave. Os trabalhos de remoção dos corpos e de investigação do caso foram deixados para três médicos.
O incidente foi abafado e só veio a público quinze anos mais tarde, quando o investigador Robert Coe Gardner tomou conhecimento do ocorrido por alguém que estivera presente no vôo. O mistério do que os tripulantes daquele avião encontraram em pleno ar naquela tarde em 1939 jamais foi deslindado.

Charles Berlitz
O livro dos Fenómenos Estranhos

quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

Viajantes Extracorporais

Diversos parapsicólogos passam longo tempo estudando o fenômeno de experiências extracorporais, ou projeção astral.
Em caso registrado por um médico, um homem chamado Wilson adormeceu e sonhou que visitara uma amiga que morava a mais de 60 quilômetros de distância. Uma criada abriu a porta e disse-lhe que a amiga não estava em casa, porém ele pediu para entrar e tomar um copo de água. Wilson não pensou mais no sonho, até que outra amiga sua recebeu uma carta da mulher em cuja casa estivera no sonho; a carta falava da visita de Wilson e até mencionava que ele entrara e bebera um copo de água. Isso fez com que Wilson levasse alguns amigos àquela casa, para investigar. Quando chegou lá, duas empregadas o identificaram como sendo o homem que estivera ali e entrara.
E um viajante extracorporal famoso, Blue Haray, que afirma ter o poder de deixar o corpo segundo sua própria vontade, e que já se submeteu a testes na Fundação de Pesquisas Psíquicas, em Durham, Carolina do Norte. Nessas experiências, os movimentos oculares, a respiração e outras funções do corpo de Haray foram monitorados por uma série de instrumentos, e todos demonstraram mudanças significativas quando ele relatou a experiência extracorporal.
Certa ocasião, Haray visitou um médico que não esperava por ele. O médico declarou ter visto o brilho de "luz esférica vermelha" em seu quarto às 3h15, exatamente o horário em que o viajante extracorporal disse ter estado lá. Animais de estimação mantidos em aposentos separados e trancados foram usados como alvos em outra série de experiências. Em determinado teste, um gato parou de miar e ficou sentado imóvel quando Haray declarou ter entrado naquele aposento. Em outro teste, uma cobra agressiva, que vinha agindo normalmente, de repente tentou abocanhar alguma coisa que não podia ser vista pelas câmaras, novamente no mesmo horário em que Haray disse ter "visitado" aquele aposento.
Outra viagem extracorporal foi relatada por um jovem tenente a serviço no Panamá, em 1943. Ele estava preocupado com a mãe, que fora submetida a delicada cirurgia em Nova York. Viajar para fazer-lhe urna visita não era possível. No entanto, durante um intervalo no treinamento, às 13h15, o tenente adormeceu por alguns momentos e sonhou que estava diante do Memorial Hospital, perto do East River Drive. Ele entrou e perguntou à recepcionista se tinha permissão para visitar a mãe. A recepcionista consultou uma lista e anotou-lhe o nome como visitante. Uma enfermeira disse reconhecê-lo como o rapaz da foto no quarto de sua mãe. A foto mostrava-o usando um uniforme de inverno, o mesmo que usava no hospital. O tenente entrou no elevador e outra enfermeira o viu apertar um botão. Enquanto o elevador subia, ele sentiu tudo ficar escuro e irreal.
Acordou, ainda no Panamá, exatamente às 13h15. Alguns dias mais tarde, ele recebeu carta da mãe falando sobre estranho fato sem explicação. Fora informada de que o filho tinha ido visitá-la, porém ele não chegou a seu quarto. Embora a recepcionista e outra enfermeira o tivessem visto entrar no elevador, ninguém o viu sair. O horário: 12h15 em Nova York e 13h15 no Panamá. O nome do oficial que queria visitar a mãe estava escrito no registro de visitantes. Era seu próprio nome, Charles Berlitz.

Charles Berlitz
O livro dos Fenómenos Estranhos

terça-feira, 19 de dezembro de 2017

O Caronista Saudoso

Quando se dirigia de Mayagüez, Porto Rico, para sua casa em Arecibo tarde da noite de 20 de novembro de 1982, Abel Haiz Rassen, um mercador árabe de Porto Rico, passou pelo bairro conhecido como "The Chain". Um homem meio calvo estava no acostamento pedindo carona. Haiz Rassen olhou para ele, que devia ter uns 30 anos e estava com camisa cinzenta e jeans marrom. Seguiu caminho, porém.
Contudo, quando parou em sinal fechado no cruzamento seguinte, o carro do mercador morreu. Ao tentar ligar novamente o motor, ele não percebeu que o caronista estava abrindo a porta do lado do passageiro e entrando.
- Meu nome é Roberto - apresentou-se o homem ao surpreso Haiz Rassen. - O senhor poderia, por favor, levar-me até em casa no projeto habitacional Alturas de Aguada? Não vejo meu filho e minha mulher Esperanza há quase dois meses.
O árabe recusou-se a transportá-lo, alegando que a mulher o estava esperando em Arecibo. Mas Roberto insistiu. O motorista voltou a dar partida no carro, que, finalmente, conseguiu pegar.
A contragosto, assentiu em levar Roberto até o restaurante El Nido. Durante o curto percurso, o passageiro indesejável aconselhou-o a dirigir com cuidado e a não beber. Ele pediu a Haiz Rassen que orasse por sua alma.
Foi com certo alívio que o árabe parou o carro no estacionamento do restaurante. Observadores que estavam ali perto viram-no conversando de forma animada, aparentemente consigo mesmo. Um deles perguntou se ele estava precisando de ajuda.
- Não - respondeu Haiz Rassen -, porém este cavalheiro quer que eu o leve para casa. - Virou-se para a direita, para indicar o passageiro, mas não havia ninguém ali.
O mercador ficou tão abalado que quase adoeceu. A polícia foi chamada, e dois guardas, Alfredo Vega e Gilberto Castro, levaram-no ao hospital local, onde ele relatou a esquisita história.
Incrédulos e intrigados, os policiais foram ao projeto habitacional e bateram na porta, tendo à mão o endereço que o caronista fornecera. Uma mulher trazendo um menino no colo atendeu. Respondendo às perguntas dos policiais, ela disse chamar-se Esperanza, e que era viúva de Roberto Valentín Carbo.
O marido de Esperanza, meio calvo, estivera usando camisa cinza e jeans marrom no dia 6 de outubro de 1982, quando morreu em acidente automobilístico - exatamente naquele mesmo local ao longo da estrada, onde seis semanas depois Abel Haiz Rassen o viu pela primeira vez.

Charles Berlitz
O livro dos Fenómenos Estranhos

domingo, 17 de dezembro de 2017

Pássaro Pré-Histórico

Eram 22h30 na noite de 14 de janeiro de 1976, e Armando Grimaldo estava sentado no quintal da casa da sogra, na zona norte de Raymondville, Texas. Tinha ido visitar a ex-mulher, Christina, que naquela hora dormia. Ele estava prestes a ter um encontro com uma criatura de um outro mundo.
- Quando me levantei para dar uma olhada no outro lado da casa - contou ele -, senti alguma coisa me agarrar, algo com garras enormes. Olhei para trás, vi a criatura e saí correndo. Jamais sentira medo antes, mas dessa vez fiquei realmente apavorado. Aquilo era o ser mais horrendo que já vira em toda a minha vida.
Alguma coisa mergulhara do céu - e era algo que Grimaldo nunca vira antes e que não queria voltar a ver. A criatura era tão alta quanto ele - 1,70 metro - e a envergadura de suas asas devia ter uns 3 metros. A pele era semelhante ao couro marrom bem escuro, sem penas, e o rosto tinha imensos olhos vermelhos.
Grimaldo gritou e tentou correr, porém em seu pânico acabou tropeçando e caindo de rosto no chão. Enquanto tentava colocar-se novamente em pé, sentiu as roupas sendo rasgadas pelas garras daquele animal. Conseguiu esconder-se sob uma árvore, enquanto o atacante, respirando ofegantemente, voou para longe e desapareceu na escuridão da noite.
Christina despertou com os gritos e já estava descendo a escada, quando o ouviu entrar em casa.
- Ele parecia estar em estado de choque - murmurou ela.
Incapaz de falar coerentemente, Grimaldo ficou repetindo a palavra pájaro (pássaro em espanhol) por várias vezes. Levado ao Willacy County Hospital, recebeu alta meia hora depois, quando os médicos determinaram que ele fisicamente não sofrerá nada.
Talvez Grimaldo tenha tido mais sorte do que o bode de Joe Suárez. Alguma coisa despedaçou-o durante a madrugada do dia 26 de dezembro. O animal havia sido deixado preso em um cercado atrás do celeiro de Suárez, em Raymondville. Os policiais não encontraram pegadas ao redor do corpo, e não puderam explicar como ele havia sido morto.
Algo esquisito invadira Rio Grande Valley. Um mês depois da aparição, os moradores do lugar passaram a chamar a estranha criatura de "Garibaldo", por causa do personagem da famosa série de televisão Vila Sésamo. Para a maioria das pessoas, o grande pássaro era apenas um objeto de divertimento. No entanto, aqueles que o viram não achavam que fosse um assunto engraçado.
Criatura semelhante bateu no trailer de Alverico Guajardo, na cidade de Browsville. Quando ele saiu para fora para verificar o que estava acontecendo, entrou em seu carro e ligou os faróis, para deparar com o que descreveu como "uma coisa de outro planeta". Assim que a luz dos faróis a iluminou, a criatura levantou-se e olhou para ele com olhos vermelhos e brilhantes.
Guajardo, paralisado de medo, limitou-se a ficar olhando para a coisa, cujas asas longas e semelhantes às de um morcego pareciam cobrir-lhe os ombros. O tempo todo, aquela criatura produzia um ruído horrível na garganta. Finalmente, depois de uns dois ou três minutos, ela se afastou em direção a uma estrada de terra e desapareceu na escuridão.
A criatura voltou a ser vista em 24 de fevereiro, mais ao norte, em San Antônio, quando três professoras primárias, que se dirigiam para o trabalho em uma estrada isolada a sudoeste da cidade, viram um pássaro enorme com envergadura de "uns 6 metros, ou mais". Ele estava voando tão baixo que quando passou por cima dos carros sua sombra cobriu toda a estrada.
Enquanto as três observavam a bizarra criatura, notaram outro pássaro a distância, sobrevoando um rebanho.
- Parecia uma gaivota imensa - afirmou uma delas.
Posteriormente, quando as professoras procuraram nos livros o primeiro pássaro visto, puderam identificá-lo. Era extremamente parecido com um pterodáctilo, espécie de réptil voador e marinho, semelhante aos morcegos atuais, extinto há 150 milhões de anos.
Elas não foram as únicas pessoas do sul do Texas a achar que viram o réptil alado pré-histórico. Um mês antes, duas irmãs de Brownsville, Libby e Deany Ford, avistaram "um grande pássaro preto" perto de uma lagoa. A criatura era tão alta quanto ambas e tinha "cara de morcego". Mais adiante, ao observarem a ilustração do pterodáctilo em um livro, as irmãs concluíram que aquele era o tipo de "pássaro" avistado.
O medo provocado pelo "Garibaldo" diminuiu um pouco no início de 1976, porém essa não foi a última vez que as pessoas de Rio Grande Valley depararam com a coisa. No dia 14 de setembro de 1982, James Thompson, motorista de ambulância da Harlingen, viu "uma criatura semelhante a um pássaro" passar sobre a rodovia 100, a uma distância de 45 metros. Eram 3h55.
- Fiquei esperando que ele pousasse como um aeromodelo – declarou Thompson ao Valley Morning Star. - Foi o que pensei que aquilo fosse, mas a criatura bateu as asas o suficiente para manter-se acima da grama. Sua textura era preta ou acinzentada. Não tinha penas. Tenho certeza de que era coberto por algum tipo de couro. Limitei-me a vê-lo voar para longe. 
Logo em seguida, Thompson acrescentou:
- Era um pássaro do tipo pterodáctilo.
A International Society of Cryptozoology, organização científica que investiga relatórios de animais desconhecidos ou supostamente extintos, anotou:
O animal foi visto a apenas 320 quilômetros - em linha reta - a leste de Sierra Madre Oriental, México, uma das regiões menos exploradas da América do Norte.

Charles Berlitz
O livro dos Fenómenos Estranhos

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Visões no Leito de Morte

Muitos de nós já ouvimos falar de experiências de pessoas às portas da morte, que, depois de terem sido consideradas clinicamente mortas, afirmam que "deixaram o corpo" e foram até o céu. No entanto, mais raramente comentados são casos de visões no leito de morte em que os pacientes vêem figuras simpáticas, normalmente amigos e parentes, que se aproximam para recepcioná-los e ajudá-los a morrer.
Recentemente, algumas importantes pesquisas sugerem que tais experiências não podem ser explicadas como meras alucinações.
Já há alguns anos, o dr. Karlis Osis, ex-diretor de pesquisa da Sociedade Americana de Pesquisas Psíquicas, vem realizando estudos com o auxílio de computadores, analisando centenas de casos de visões no leito de morte, coligidos nos EUA. Por meio da verificação dos registros médicos referentes a cada paciente, o dr. Osis pôde determinar que as experiências não foram provocadas por efeitos tóxicos de doenças ou de medicações.
Trabalhando com o dr. Erlendur Haraldsson, psicólogo da Universidade de Reykjavik, na Islândia, o dr. Osis viajou pela Índia para realizar um estudo idêntico e para certificar-se se essas curiosas visões também ocorriam ali. Na verdade, os pesquisadores queriam determinar se as visões dos hindus apresentavam padrões culturais diferentes, sinal óbvio de que elas seriam de natureza psicológica e não reais.
O que eles descobriram? Conforme Osis e Haraldsson, pacientes terminais na Índia descrevem a mesma gama de experiências relatadas por doentes moribundos no Ocidente. Embora as reações psicológicas às experiências possam diferir entre o Oriente e o Ocidente, o teor é o mesmo. Essas descobertas levaram Osis e Haraldsson a concluir que as visões no leito de morte realmente representam uma olhada no que acontece após a morte.

Charles Berlitz
O livro dos Fenómenos Estranhos

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

A Legião Fantasma

Em uma noite no mês de setembro de 1974, o escritor A. C. McKerracher decidiu fazer um intervalo em seu trabalho e saiu de casa para respirar um pouco de ar fresco.
McKerracher e a família acabavam de mudar-se para uma casa nova, no alto de um morro, na pequena cidade de Dumblane in Perthshire, Escócia. A noite estava clara e úmida, e a cidade, a seus pés, coberta pela neblina. De repente, o silêncio foi quebrado pelo que lhe pareceu o ruído do movimento de um grande grupo de pessoas atravessando os campos.
Imaginando que devia estar tendo alucinações pelo excesso de trabalho, McKerracher decidiu entrar. Mas, vinte minutos depois, intrigado pelo que poderia estar acontecendo, saiu outra vez e descobriu que os ruídos estavam mais altos e mais próximos do que antes. Dessa vez parecia que poderosa legião marchava do outro lado das casas daquela rua.
- Fiquei pregado no chão, enquanto pessoas que eu não podia ver passavam por mim - recordou ele. - Os caminhantes deviam ser milhares de pessoas, pois o ruído dos passos prosseguia sem parar.
Nessa altura, já temendo pela sanidade mental, McKerracher resolveu voltar para dentro de casa e foi diretamente para a cama. Uma semana depois, quando visitava um casal idoso que morava perto, ele ouviu uma estranha história.
- Tarde da noite, na semana passada, nosso gato e nosso cachorro acordaram abruptamente e passaram a agir de maneira esquisita, os pêlos eriçados - narrou o velho. - Parecia que eles estavam vendo alguma coisa que atravessava os campos, durante uns vinte minutos. Os animais aparentavam estar com muito medo.
McKerracher não lhes contou nada sobre a própria experiência. Contudo, o curioso comportamento dos animais ocorreu exatamente no mesmo horário em que ouvira a legião invisível, uma semana antes. Em busca de explicação, ele logo descobriu que uma antiga estrada romana tomava o rumo norte passando bem por trás das casas do outro lado da rua. Além disso, no ano 117, uma legião de elite havia sido despachada para aquela área, para reprimir uma revolta tribal na Escócia. A legião, conhecida como IX Hispania Legion, era formada de 4 mil homens.
A legião era chamada também de "Unlucky Ninth", pois, no ano 60, homens da IX Hispania açoitaram a rainha Boadicea, da tribo Iceni da Inglaterra, e abusaram sexualmente de suas filhas. Boadicea jurou maldição eterna contra eles e, posteriormente, liderou uma revolta que causou muitas baixas na legião.
A IX Hispania Legion reagrupou-se, porém nunca mais voltou a ser a mesma. Sua marcha para o interior da Escócia terminou misteriosamente. Ela desapareceu sem deixar vestígios, logo depois de passar por uma região que, alguns séculos mais tarde, viria a chamar-se Dunbíane.
Em outubro de 1984, McKerracher, que não voltou a ouvir aquele estranho ruído e mudou-se para a parte mais antiga de Dunbíane, fez palestra sobre a história local em um clube de senhoras. Após a palestra, Cecília Moore, membro do clube, procurou-o para dizer que talvez também já tivesse ouvido o fantasma do exército romano.
Acontece que ela morava do outro lado da rua, perto da antiga casa do escritor.
- Uma noite, quando eu estava colocando o gato para fora, ouvi o que me pareceu um exército marchando exatamente sobre meu jardim - informou ela.
McKerracher concluiu que o incidente ocorrera naquela mesma noite, e no mesmo momento em que ele ouvira os estranhos passos de soldados.
"Estou convencido", escreveu ele, "de que o que ela e eu ouvimos - e o que os animais de meus vizinhos viram - foi a condenada IX Hispania Legion marchando para seu terrível e desconhecido destino, quase 2 mil anos antes."

Charles Berlitz
O livro dos Fenómenos Estranhos

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Extraterrestres Ameaçadores

No dia 3 de maio de 1975, Carlos Antônio de los Santos Montiel sobrevoava a Cidade do México, quando seu avião Piper PA-24 começou a balançar sem motivo aparente. Alguns momentos depois, o jovem piloto percebeu um objeto cinza-escuro em forma de disco, com pouco mais de 3 metros de diâmetro, perto da ponta da asa direita do avião. Objeto voador similar estava seguindo-o pela esquerda.
No entanto, o mais assustador de tudo é que um terceiro objeto vinha direto em sua direção. O OVNI passou tão rente sob o avião que chegou a riscar a parte inferior da fuselagem.
Carlos Antônio sentiu um medo muito grande, e o terror aumentou ainda mais quando descobriu que os controles do aparelho pareciam estar emperrados. Ele não conseguia operá-los, porém, por estranho que possa parecer, o avião continuou voando normalmente a 190 quilômetros por hora.
Quando os objetos voadores saíram de seu campo de visão, o piloto reassumiu o controle do avião. No mesmo instante, ele transmitiu uma mensagem pelo rádio ao aeroporto da Cidade do México, e chegou a chorar quando relatou o sucedido.
O pessoal da torre de controle levou a sério as informações, porque eles captaram os objetos na tela do radar.
- Os objetos fizeram uma curva de 270 graus a 833 quilômetros por hora, em um arco de apenas 5 quilômetros - revelou o controlador de tráfego Emílio Estanol aos repórteres. - Normalmente, um avião voando a essa velocidade precisa de 12 a 16 quilômetros para fazer uma manobra como essa. Em meus dezessete anos como controlador de tráfego, nunca vi coisa igual.
Depois de pousar em segurança, Carlos Antônio foi examinado por um médico, que o considerou apto. Mas em breve o piloto viria a saber que o sofrimento ainda não terminara.
Sua experiência ganhou a primeira página dos jornais mexicanos e, duas semanas mais tarde, Carlos Antônio, jovem de 23 anos de idade, cuja única ambição na vida era ser piloto de avião de passageiros, foi convidado a participar de um programa de entrevistas na televisão, para falar sobre sua experiência. Embora relutantemente, ele aceitou.
No dia em que seria entrevistado, Carlos Antônio seguia de carro pela estrada, a caminho da televisão. De repente, viu um grande automóvel preto - pensou que fosse a limusine de algum diplomata - cortar a frente de seu carro. Quando olhou pelo espelho retrovisor, notou um carro idêntico que vinha logo atrás. Os dois carros, tão novos que pareciam estar sendo dirigidos pela primeira vez, forçaram-no a sair da estrada.
Assim que parou, os outros dois carros também estacionaram. Carlos Antônio estava para sair do veículo, quando quatro homens altos, musculosos, abriram as portas de suas máquinas e se aproximaram. Um deles colocou as mãos na porta do carro do jovem piloto, como que para assegurar-se de que ele não poderia sair. O homem falou rapidamente, com sotaque estranho, quase "mecânico":
- Escute aqui, rapaz - disse o homem em espanhol -, se você dá valor à sua vida e à de sua família também, não fale mais nada sobre o que viu.
Carlos Antônio, extremamente assustado, limitou-se a observar os quatro homens, de aparência "escandinava", com a pele inusitadamente pálida e ternos pretos, que retornaram a seus carros e afastaram-se dali. Ele fez a volta na estrada e retornou para casa.
Dois dias mais tarde, o jovem piloto contou a história a Pedro Ferriz, o apresentador do programa de televisão em que seria entrevistado. Ferriz, aficionado da ufologia, disse que já ouvira outras declarações a respeito de estranhos "homens vestidos de preto" que ameaçavam testemunhas de OVNIs. Ele assegurou a Carlos Antônio que, a despeito das ameaças, não corria perigo. Com o passar do tempo, persuadiu-o a participar de outra entrevista, que transcorreu normalmente.
Um mês mais tarde, o entusiasta da aviação conheceu o dr. J. Allen Hynek, astrônomo da Northwestern University, que trabalhara como consultor para assuntos científicos relativos a OVNIs para a Força Aérea dos EUA. Os dois conversaram e, antes de se despedir, Hynek convidou-o a tomar café com ele na manhã seguinte.
Às 6 horas, Carlos Antônio saiu de casa e seguiu em direção ao escritório da Mexicana Airlines, onde já havia preenchido uma ficha de solicitação de emprego. Em seguida, foi ao hotel onde Hynek estava hospedado.
Quando subia a escada, o jovem piloto ficou surpreso ao ver um dos homens de preto que o haviam forçado a sair da estrada, quatro semanas antes.
- Você já foi advertido uma vez - sussurrou o homem - de que não deve falar sobre a experiência. - Como que para reforçar a seriedade da ameaça, ele empurrou-o. - Olhe - acrescentou -, não quero que se envolva em problemas. E por que você saiu de sua casa às 6 horas esta manhã? Trabalha, por acaso, para a Mexicana Airlines? Saia já daqui, e não volte!
O rapaz saiu imediatamente, sem se encontrar com Hynek. Recordando tais eventos dois anos mais tarde, Carlos Antônio declarou a dois investigadores americanos de OVNIs:
- Aqueles homens eram muito estranhos. Grandes, mais altos do que os mexicanos, e com a pele muito branca, como se estivessem mortos.

Charles Berlitz
O livro dos Fenómenos Estranhos

domingo, 10 de dezembro de 2017

O Toque Terapêutico

Toque terapêutico é o nome mais recente para o que anteriormente era chamado de "passe". O médium passa as mãos sobre o paciente, tentando infundir ou redistribuir energia pelo corpo. As pessoas que recebem o toque terapêutico declaram sentir-se melhor e, freqüentemente, suas dores desaparecem. Mas existe alguma prova objetiva de que ele realmente funcione? Sim, de acordo com um relatório publicado pela dra. Janet Quinn, em 1984.
Para determinar se os terapeutas realmente transmitiam energia, a dra. Quinn primeiro fazia com que eles entrassem em um estado de consciência interior, supostamente necessário antes que o tratamento pudesse funcionar. Após essa introspecção, ela fazia com que eles administrassem o tratamento movendo suas mãos sobre os corpos dos pacientes. Cada um deles indicava seu nível de ansiedade tanto antes quanto depois de receber o tratamento. Como era de esperar, os pacientes declararam uma significativa redução em sua ansiedade depois de receber o toque terapêutico.
A dra. Quinn também tentou descartar o efeito placebo, que, de acordo com alguns céticos, poderia explicar a eficiência do toque terapêutico. Para fazer isso, ela certificou-se de fazer com que alguns pacientes recebessem uma terapia "falsa", administrada por enfermeiras não experimentadas na técnica.
Essas praticantes aprenderam como imitar o toque terapêutico, mas não sabiam como entrar no estado especial de consciência que ajuda a curar. Os pacientes que receberam o tratamento falso não declararam nenhum efeito. A dra. Janet Quinn também gravou em vídeo as enfermeiras realizando o procedimento real e o falso, e mostrou as fitas a juizes, que foram solicitados a diferenciar entre os dois grupos. Os juízes não conseguiram apontar a diferença, indicando que os pacientes também não poderiam.

Charles Berlitz
O livro dos Fenómenos Estranhos

sábado, 9 de dezembro de 2017

Luz Vermelha Sobre Ithaca

Rita Malley, jovem mãe de dois filhos, dirigia o carro de volta para casa em Ithaca, Nova York, na noite de 12 de dezembro de 1967, quando percebeu que uma luz vermelha a seguia. A princípio, pensou estar sendo seguida por uma viatura policial. Já se preparava para estacionar no acostamento, quando percebeu que a luz estava acoplada a um estranho objeto voador, que se movimentava pouco acima dos fios dos postes de eletricidade à esquerda.
Aquilo já seria suficiente para deixá-la assustada, porém não foi nada comparado ao que aconteceu depois. Percebendo que não conseguia mais controlar o carro, gritou para seu filho, que viajava com ela, alertando-o e falando sobre o risco de acidente. Mas, por estranho que possa parecer, o garoto não respondeu nem se moveu.
- Era como se ele estivesse sofrendo algum tipo de transe - contou Rita posteriormente. - O carro dirigiu-se para o acostamento sozinho, seguiu para um terreno que havia sido preparado para o plantio de alfafa e parou. Percebi um feixe de luz que vinha do objeto - acrescentou ela - e ouvi um ruído monótono. Em seguida, passei a ouvir vozes. As palavras eram interrompidas e rápidas, como as de um intérprete repetindo um discurso nas Nações Unidas.
Rita declarou ter ficado histérica quando lhe disseram que uma amiga se envolvera em terrível acidente, a alguns quilômetros dali. Depois de certo tempo, seu carro começou a se movimentar novamente. Ela pisou fundo no acelerador e procurou chegar logo em casa.
- Percebi que algo estava errado no momento em que ela chegou - revelou o marido John ao repórter do Syracuse Herald-Joumal. - Pensei que talvez tivesse sofrido um acidente com o carro ou coisa parecida.
No outro dia, Rita ficou sabendo que realmente uma amiga sofrerá um grave acidente automobilístico, na noite anterior.
Nos dias que se seguiram, de acordo com repórteres e investigadores de OVNIs que a entrevistaram, a sra. Rita Malley não conseguia falar sobre a bizarra experiência sem chorar.

Charles Berlitz
O livro dos Fenómenos Estranhos

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

O Fantasma de Washington Irving

Será que o autor de uma das mais famosas histórias de fantasmas da literatura americana voltaria do mundo dos mortos para pregar uma peça em alguém? Washington Irving, autor de The Legend of Sleepy Hollow, era um homem engenhoso, gostava de se divertir, às vezes, à custa dos outros.
Pouco depois da morte de Irving, um dos velhos amigos do autor, o dr. J. G. Cogswell, trabalhava em sua biblioteca quando viu um homem retirar um livro da estante e desaparecer. Cogswell teve certeza de que o homem era Washington Irving - até ver uma outra figura fantasmagórica, a imagem de um segundo amigo já falecido, devolver um livro à estante.
E isso não foi tudo. O sobrinho de Irving, Pierre, segundo consta, teria visto o fantasma de seu tio na casa do falecido em Tarrytown, Nova York. Ali, Pierre e duas filhas disseram ter visto nitidamente o famoso autor caminhando pela sala de estar e entrar na biblioteca, onde ele costumava executar seu trabalho.
Quando vivo, Irving costumava declarar que não acreditava em fantasmas. O cavaleiro sem cabeça de sua obra, afinal de contas, era, na verdade, um simples mortal vestido de forma a assustar um rival. É provável que seu sobrinho tivesse a mesma opinião - até que o próprio Irving provou que os dois estavam errados.

Charles Berlitz
O livro dos Fenómenos Estranhos

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

O Humanóide Voador

Por volta das 20h30 de uma noite tranqüila, em 12 de julho de 1977, Adrián de Olmos Ordónez, de 42 anos, descansava na sacada de sua casa em Quebradillas, Porto Rico, quando viu alguma coisa esgueirar-se sob a cerca de arame farpado na fazenda próxima.
No escuro, Adrián percebeu que era uma figura pequena, aparentemente uma criança.
Uma observação mais acurada, no entanto, revelou que não se tratava de uma criança normal. A criatura usava uma roupa verde inflada de ar e um capacete metálico.
- O capacete portava antena com luz brilhante ou chama na ponta - afirmou ele.
Adrián chamou a filha Iracema e pediu que lhe trouxesse lápis e papel, para desenhar a figura enquanto a observava.
- Pedi também que apagasse a luz da sala de estar - declarou ele ao ufologista porto-riquenho Sebastián Robiou Lamarche -, mas ela se enganou e acendeu a luz da sacada. A criatura assustou-se e fugiu.
E Adrián acrescentou:
- No instante em que a luz da sacada foi acesa, vi a criatura correr em direção à cerca de arame farpado. A "coisa" passou por baixo dela e então parou. Colocou as mãos na parte frontal do cinto e um objeto que havia em suas costas, que mais parecia uma mochila, acendeu e emitiu um som como o de furadeira elétrica. Então, a criatura elevou-se no ar e saiu voando em direção às árvores.
Nesse ponto, a filha de Adrián, juntamente com a mulher e os outros dois filhos, saíram da casa e viram as luzes do dispositivo voador das costas daquele ser estranho, enquanto ele se afastava em pleno ar.
No decorrer dos dez minutos seguintes ficaram todos a observar as luzes movimentarem-se de árvore em árvore, às vezes descendo rapidamente até o nível do chão. Enquanto isso, um grupo de vizinhos uniu-se a eles e também viu o estranho espetáculo. Finalmente, um segundo grupo de luzes, presumivelmente de outro humanóide, juntou-se ao primeiro - talvez, pensou Adrián, para ajudar o companheiro.
- Tivemos a impressão de que o equipamento das costas da criatura não estava funcionando bem.
Pouco depois, as luzes desapareceram, deixando apenas um punhado de pessoas assustadas, que não perderam tempo em notificar a polícia. Os policiais realizaram ampla investigação, assim como o conhecido ufologista porto-riquenho Robiou Lamarche. Relatando suas investigações para a revista britânica Flying Saucer Review, Lamarche escreveu:
Durante nossas investigações, pudemos perceber que o sr. Adrián é pessoa séria, trabalhadora e muito respeitada, digna de consideração por parte de todos os vizinhos. Ele é um empresário dedicado à distribuição de ração para gado em toda a área noroeste da ilha. Jamais se interessara pelo fenômeno dos OVNIs, nem por quaisquer assuntos afins. Adrián nos declarou que agora acredita nessas coisas.

Charles Berlitz
O livro dos Fenómenos Estranhos

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

A Levitação do Faquir

A Meditação Transcendental ganhou grande notoriedade nos anos 70, quando líderes do movimento declararam que seus praticantes podiam levitar. Mas, a despeito de todas as afirmações nesse sentido, nem um único adepto da MT foi visto flutuando acima do solo.
Isso, no entanto, não significa que os poderes da mente não possam ajudar uma pessoa a desafiar a gravidade. Existem testemunhos de levitação humana em vários momentos da história cultural do Oriente e do Ocidente. Um dos mais impressionantes relatos data do início da segunda metade do século 19 e foi feito por Louis Jacolliot, um juiz francês que viajou muito pelo Oriente. De acordo com Jacolliot, seu interesse pela ioga aumentou quando conheceu um faquir chamado Covindasamy, em 1866. Os dois homens começaram a realizar experimentos mediúnicos juntos, e um dia, antes do almoço, Covindasamy decidiu fazer uma surpreendente demonstração ao amigo.
Escreveu o juiz em seu livro Occult Science in Indian and Among the Ancients:
“O iogue estava caminhando em direção à porta da varanda quando, obviamente, mudou de idéia. O faquir parou junto à porta que dava para a escada dos fundos e, cruzando os braços, levitou - ou pelo menos foi o que me pareceu - gradativamente, sem nenhum apoio visível, até chegar a 30 centímetros acima do solo. Pude determinar a altura exata, graças a um marco no qual fixei meus olhos durante o curto espaço de tempo em que o fenômeno durou. Atrás do faquir havia uma cortina de seda com listras vermelhas, douradas e brancas de igual largura, e notei que os pés do faquir chegaram a subir à altura da sexta listra. Quando vi que ele começava a levitar, procurei fixar minha atenção.”
De acordo com Jacolliot, o faquir permaneceu levitando durante cerca de dez minutos, em cinco dos quais pareceu não mover nenhum músculo.

Charles Berlitz
O livro dos Fenómenos Estranhos

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Missie, a Cachorra Vidente

Quando Mildred Probert, gerente aposentada de uma loja de animais de estimação de Denver, Colorado, ganhou Missie, resolveu cuidar da cachorrinha Boston temer, que estava bastante adoentada. Foram necessários cinco anos, mas, finalmente, os extraordinários talentos da cachorrinha emergiram.
Um dia, quando Mildred estava passeando pela rua com Missie, elas passaram por uma mulher acompanhada do filho. Ela perguntou ao menino qual era sua idade, porém o garoto, muito tímido, não respondeu. A mãe disse que o menino tinha 3 anos. Enquanto Mildred tentava fazer o garoto dizer "três", Missie, espontaneamente, latiu três vezes. Todas as pessoas que estavam ali por perto riram da coincidência, mas o episódio acabou mostrando ser mais do que uma simples travessura. Acontece que Missie podia responder a várias perguntas por meio de latidos, especialmente problemas matemáticos. Não demorou muito para que Mildred percebesse que a cachorrinha podia até mesmo prever o futuro.
No entanto, a grande façanha da cachorrinha aconteceu na véspera do Ano-novo, em 1965, quando ela foi "entrevistada" por uma emissora de rádio. Na ocasião, Nova York defrontava com terrível greve de trânsito, e as negociações haviam chegado a um impasse. Assim, o apresentador do programa quis saber de Missie quando terminaria a greve, fazendo perguntas que pudessem ser respondidas por latidos. A cachorrinha latiu, respondendo que a data crítica seria 13 de janeiro - que foi realmente o exato dia em que a greve terminou. Missie previu também, acertadamente, o time que venceria o campeonato de beisebol daquele ano.
Às vezes, Missie surgia com informações totalmente inesperadas. No dia 10 de setembro de 1965, recebeu a visita de uma mulher grávida. Como a cachorrinha já havia previsto com acerto datas de nascimentos de bebês no passado, decidiu consultá-la. Missie respondeu à pergunta, informando que o nascimento se daria no dia 18 de setembro. A mulher grávida sorriu e não acreditou na "previsão", já que, conforme explicou a Mildred, seu médico já marcara cesariana para o dia 6 de outubro. Ela mostrou-se mais cética ainda quando Missie informou, por meio de latidos, que o bebê nasceria às 21 horas, pois o médico não trabalhava à noite.
Acontece que tudo se passou como Missie previra. A mulher grávida entrou inesperadamente em trabalho de parto no dia 18 e foi levada às pressas para o hospital, onde o bebê nasceu exatamente às 21 horas.
A carreira da cachorrinha como celebridade mediúnica não durou muito tempo. Ela engasgou com pedaços de doce e morreu em maio de 1966. Na ocasião, Walt Disney estava planejando fazer um filme sobre sua vida extraordinária.

Charles Berlitz
O livro dos Fenómenos Estranhos

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Foi Aí que Nós Chegamos

Após o primeiro teste da bomba atômica em Alamogordo, em 1945, descobriu-se que o local da explosão estava coberto com uma camada de vidro verde fundido, areia transformada em vidro pela explosão.
Vários anos após o fim da Segunda Guerra Mundial, cientistas realizaram escavações nas proximidades da Babilônia, a antiga grande metrópole da Mesopotâmia e, ao que se supõe, local da Torre de Babel. Com o objetivo de apurar até que profundidade as camadas de ruínas e artefatos chegavam, os arqueólogos cavaram um túnel experimental na vertical, para catalogar suas descobertas por épocas.
Eles cavaram abaixo da era de grandes ruínas antigas, e passaram por uma cidade do passado enterrada sob camadas de loesses inundados. Então, prosseguindo com as escavações, eles encontraram aldeias que indicavam uma cultura agrária. Descendo mais ainda, descobriram fundações de uma cultura voltada à caça e à criação de gado, com artefatos ainda mais primitivos. A escavação chegou ao fim quando, por baixo de todas essas camadas anteriores, os cientistas encontraram uma camada sólida de vidro fundido.
***

Neto do fundador dos famosos cursos de inglês Berlitz, o autor de "Atlântida, o oitavo continente" nasceu em Nova York, em 1914. Desde cedo, interessou-se por tudo aquilo que se referisse ao mar e se tornou um hábil mergulhador. Ao mesmo tempo, dedicava-se com afinco a lingüística, seguindo as pegadas do avô, e tornou-se capaz de dominar trinta idiomas. Penetrou também nos segredos da arqueologia e da história. De suas pesquisas, resultaram vários artigos e livros, entre os quais "O Triângulo das Bermudas", que se tornou um best-seller. Traduzido para vinte idiomas, só em inglês vendeu cinco milhões de exemplares.
Sempre fascinado pelos mistérios da história, Charles Berlitz. escreveu "Mistério na Atlântida" e ainda "Atlântida, o oitavo continente", um dos mais intrincados enigmas que acompanham o homem desde a Antigüidade.
Do autor, o Círculo do Livro já publicou "O Triângulo das Bermudas", "Atlântida, o oitavo continente", "Sem deixar vestígios" e "As línguas do mundo".

domingo, 3 de dezembro de 2017

Animais "Perigosos"







sábado, 2 de dezembro de 2017

O Carneiro com Dentes de Ouro

George Veripoulos, um sacerdote ortodoxo grego que mora em Atenas, teve uma grande surpresa em 1985, quando sentouse para comer um prato de kefalaki - cabeça de carneiro cozida. Ele já estava se preparando para degustar seu repasto, preparado por sua irmã, quando notou uma coisa estranha. Os dentes inferiores do carneiro estavam obturados com ouro.
O sacerdote levou a cabeça a um ourives, que confirmou que os dentes haviam sido obturados com ouro no valor de 4.500 dólares. Veripoulos relatou sua estranha descoberta a seu cunhado Nicos Kotsovos, que imediatamente inspecionou o resto de seu rebanho - quatrocentos carneiros. Nenhum deles tinha dentes similares. Um veterinário local foi consultado, mas ele, também, ficou perplexo pelos dentes de ouro.
Finalmente, até mesmo o Ministério da Agricultura da Grécia foi chamado a intervir no caso. Um porta-voz do ministério declarou posteriormente aos repórteres:
- Foi encontrado ouro também na mandíbula. Como é que vocês explicam isso? Eu não tenho nenhuma explicação. Estou completamente atônito.
Todo mundo também ficou aturdido. Mas em Atenas os fazendeiros locais passaram a inspecionar as bocas de seus carneiros com muita atenção.

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

O Fantasma Saltador

Se Charles Dickens tivesse senso de humor mais vicioso, poderia ter criado um personagem semelhante a Spring-Heel Jack. O fato de ter esse fantasma surgido aparentemente no centro de Londres demonstra que a realidade continua a exceder a imaginação de artistas e escritores.
Spring-Heel Jack surgiu pela primeira vez no início do século passado em Barnes Common, região sudoeste de Londres, pulando diante das pessoas, atacando-as fisicamente, e fugindo sempre com inacreditável capacidade de saltar. Uma das vítimas, Lucy Sales, garota de 18 anos, foi atacada quando se dirigia para casa em Green Dragon Alley, Limehouse. A figura encapotada pulou a sua frente, saindo da escuridão, cuspiu chamas que temporariamente cegaram Lucy, e então afastou-se saltando.
Jane Alsop, de Bearhind Lane, ao abrir a porta de casa para ver quem batia, defrontou-se com uma figura sombria vestida com capa, que disse:
- Sou um policial. Pelo amor de Deus, traga-me um candeeiro. Capturamos Spring-Hell Jack nesta rua!
Ela voltou com uma vela, mas o "policial" jogou para trás as roupas, revelando uma terrível visão vestida com um capacete com chifres e um uniforme branco, que realçava as formas do corpo. Ele imediatamente agarrou-a e começou a passar as mãos em seu corpo. A respeito do atacante, Jane disse:
- O rosto dele era horrendo, seus olhos ardiam como bolas de fogo. As mãos, grandes e frias, pareciam pedras de gelo, e ele cuspia chamas azuis e brancas.
A histeria tomou conta da vizinhança. Foram organizados grupos para manter a ordem local, porém Spring-Heel Jack estava sempre um salto à frente dos captores. Uma de suas últimas aparições aconteceu no quartel de Aldershot, em 1877, onde atacou três sentinelas. Vários soldados dispararam os fuzis contra o atacante, mas ele conseguiu fugir.
Uma teoria dizia que Spring-Heel Jack seria, na realidade, o vagabundo nobre Henry, marquês de Waterford, que supostamente usava nos tornozelos molas de carruagem, para manter sua atlética agilidade. Essa hipótese parece quase tão incrível quanto a de que Spring-Heel Jack cuspia fogo. O marquês de Waterford teria de repetir o surpreendente ato por mais de quatro décadas, o que não seria nada fácil para um homem que, na ocasião, já deveria passar dos 60 anos.
A teoria parece ainda menos provável à luz do fato de que pára-quedistas alemães, durante a Segunda Guerra Mundial, realizaram experiências com molas similares, projetadas para suavizar seus pousos. As experiências resultaram em uma série de tornozelos quebrados.

Charles Berlitz
O livro dos Fenómenos Estranhos

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Luzes Fantasmas

Os galeses as chamavam de "velas de cadáveres", e associavam os fantasmagóricos glóbulos de luzes dançantes com uma morte iminente. Elas também já foram chamadas de luzes fantasmas e fogo-fátuo.
Em seu livro, British Goblins, Wirt Sikes, ex-cônsul dos EUA no País de Gales, recolheu diversos relatos de testemunhas sobre essas luzes misteriosas, inclusive um em que os passageiros de um ônibus entre Llandilo e Carmathen viram três luzes pálidas, quando cruzavam uma ponte sobre um rio em Golden Grove. Três homens morreram afogados no mesmo lugar, poucos dias depois, quando seu pequeno barco soçobrou.
John Aubrey, autor de Miscellanies, contou a história de uma mulher que afirmou ter visto cinco luzes pairando na sala recentemente pintada da casa onde trabalhava. Ela disse que foi aceso um fogo para secar as paredes, e cinco outros trabalhadores morreram em conseqüência da fumaça.
Outras histórias sobre luzes fantasmas podem ser encontradas na coleção enciclopédica Lightning, Auroras and Nocturnal Lights, de Corliss. Uma história particularmente assustadora é contada por um homem de Lincoln, Inglaterra, que passeava com seu cavalo na primavera de 1913.
- Durante meu passeio - disse ele -, um fogo-fátuo chamou minha atenção, seguindo na mesma direção para onde eu estava indo. Seu movimento era irregular, às vezes perto da superfície, e então, de repente, ele se elevou a uma altura de quase 2 metros. - Segui a luz com todo cuidado durante uma certa distância, pois eu estava decidido a, se possível, inspecionar melhor aquele meu guia luminoso. Como a noite estava muito escura, eu tinha todas as condições favoráveis para minha observação. A distância, a luz fez uma manobra e parou no meio da estrada. Desmontei, na esperança de capturá-la. Mas fiquei decepcionado. Pois à minha aproximação, talvez pelo barulho que fiz, ou por algum outro motivo, ela de repente se levantou, permaneceu a uns 60 centímetros de altura do solo, iluminou um aterro, e prosseguiu seu curso em linha reta sobre os campos contíguos. Os grandes e profundos diques impossibilitaram minha perseguição. Mas meus olhos seguiram seu movimento constante até seu brilho se perder com a distância.

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Pelosiro - Entretenimento - Lista de Sites

Entretenimento
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Música
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Emprego
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Saúde
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O Enigma de Kaspar Hauser

Kaspar Hauser pode muito bem ter caído do céu. Ele apareceu nas ruas de Nuremberg, Alemanha, em 1828, mal podendo caminhar e pronunciar seu nome. De acordo com carta encontrada em seu poder, Kaspar tinha 16 anos de idade. Mas a carta, redigida em péssima caligrafia e endereçada ao capitão do Sexto Regimento de Cavalaria aquartelado em Nuremberg, dava poucos detalhes sobre a vida do rapaz.
"Se não quiser ficar com ele", dizia a carta, "mate-o ou enforque-o em uma árvore."
Condoído, o carcereiro local instalou Kaspar no próprio alojamento, e começou, lentamente, a ensiná-lo a falar. Tudo que o rapaz podia se lembrar era de que fora criado no escuro de um cubículo, tratado apenas a pão e água. Ele parecia desconhecer as coisas mais elementares. Um observador notou que, quando colocado diante de uma vela, Kaspar ficava o tempo todo tentando pegar a chama com os dedos. No entanto, seu sentido de visão era tão agudo que, segundo consta, conseguia ler no escuro e ver estrelas durante o dia. Era também ambidestro, e tinha marcada aversão por carne.
Por causa de sua história triste, toda Nuremberg adotou Kaspar, tratando-o como um filho. Ele foi colocado sob os cuidados pessoais de um certo professor Daumer, e atraiu a atenção das sociedades alemã e européia.
No dia 17 de outubro de 1829, Kaspar foi encontrado na casa de Daumer com a testa sangrando, resultado de um ferimento com faca, desfechado por um homem mascarado que apareceu de repente e o golpeou. Em 1831, ele foi ferido na testa outra vez, quando um revólver disparou acidentalmente.
No dia 14 de dezembro de 1833, Kaspar saiu correndo do parque, mortalmente ferido por outra punhalada. A polícia deu uma busca no parque, mas não achou a arma. O mistério aumentou ainda mais, porque os policiais encontraram apenas as pegadas de Kaspar na neve. Ele morreu três dias depois.
Von Feurbach, um de seus biógrafos, declarou o seguinte a respeito do enigma de Nuremberg:
- Kaspar Hauser demonstrava deficiência tão grande de palavras e idéias, uma ignorância tão acentuada das coisas mais comuns e um horror tão grande de todos os costumes, todas as conveniências e necessidades da vida civilizada, e, além disso, havia peculiaridades tão extraordinárias em sua disposição social, mental e física, que qualquer pessoa poderia ser levada a acreditar que ele pudesse ser um cidadão de outro planeta, transferido, através de algum milagre, para o nosso. (Em 1974, o diretor de cinema alemão Werner Herzog realizou um filme, chamado O Enigma de Kaspar Hauser, onde narra a história desse fascinante personagem.)

Charles Berlitz
O livro dos Fenómenos Estranhos

terça-feira, 28 de novembro de 2017

O Castelo de Pedra-Coral

O pequeno e solitário letão trabalhou arduamente, principalmente à noite, no ar úmido da Flórida, erigindo um monumento a um amor não correspondido.
De 1920 a 1940, o diminuto Edward Leedskilnin (ele tinha apenas 1,50 metro de altura e não pesava mais de 50 quilos) deu forma a imensos blocos de pedra-coral, que chegavam a pesar até 30 toneladas, usando técnicas que só ele conhecia. Os resultados, que parecem mais moldados do que esculpidos, continuam a maravilhar arquitetos e engenheiros, bem como os 100 mil turistas que para lá acorrem todos os anos.
O objeto do amor e do trabalho de Leedskilnin foi uma noiva adolescente, sempre mencionada por ele como "a Doce 16". Rejeitado um dia antes do casamento, ele abandonou a Letônia, sua pátria, e foi morar na Flórida. Usando os blocos de construção de que dispunha, Leedskilnin começou a construir o Castelo de Pedra-Coral em 4 hectares de terra, na esperança de atrair seu relutante amor para os Estados Unidos.
Ela nunca foi, mas Leedskilnin continuou o trabalho, tecendo uma aura impenetrável de mistério e majestade ao redor de seu projeto solitário. Ninguém jamais ficou sabendo como ele conseguia levantar os gigantescos blocos de pedra-coral do chão e carregá-los em seu caminhão, ou como os amoldava e os colocava no lugar. Equilibrava uma laje de 9 toneladas tão delicadamente que ela se abria ao simples toque de um dedo. Quando apareciam visitantes, Leedskilnin interrompia o trabalho, recomeçando apenas depois que eles iam embora.
Quando Leedskilnin morreu, em 1951, morreram com ele os segredos, embora tenha, certa vez, declarado que utilizava as mesmas técnicas empregadas para a construção da pirâmide de Quéops. A única coisa que afirmou com certeza é que dominara as leis naturais de peso e equilíbrio.
Leedskilnin não teve a mesma sorte no amor. Depois de muitos anos, Doce 16 foi encontrada. Perguntaram-lhe se ela gostaria de visitar o Castelo de Pedra-Coral.
- Eu não estava interessada nele quando tinha 16 anos - respondeu -, e, agora que estou com 80, interesso-me menos ainda.
Aproximadamente 8 mil turistas visitam o Castelo de Pedra-Coral todos os meses, e ficam extasiados diante de maravilhas como um modelo de 18 toneladas de Saturno, inclusive com os anéis, colocado no alto de paredes de quase 1 metro de espessura. Marte, também representado por um globo de pedra-coral de 18 toneladas, está congelado em órbita ali perto.
Esse monumento, construído em nome do amor, traz-nos à memória o Taj Mahal, em Agra, Índia, tumba considerada a mais bela construção de todo o mundo. Foi construída em mármore, arenito e pedras semipreciosas pelo imperador mongol Shah Jahan, para sua esposa favorita Mumtaz-i-Mahal. No entanto, o Taj Mahal absorveu, em sua construção, centenas de operários talentosos, que contaram com a ajuda de guindastes e mastros de cargas especiais, usados para a edificação de maravilhosos palácios mongóis e foi financiado por fundos ilimitados. Cooperaram ainda um exército de fornecedores e muitas juntas de bois para o transporte. Em contrapartida, o Castelo de Pedra-Coral foi construído à noite e por um único homem.

Charles Berlitz
O livro dos Fenómenos Estranhos

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

O Vôo 1628 da Japan Airlines

A despeito da popularidade da denominação "discos voadores", o fato é que os formatos e tamanhos dos objetos voadores não identificados podem ser classificados em várias categorias, inclusive discos com dezenas de metros de diâmetro, e objetos que parecem triângulos, charutos, e até mesmo bules. OVNIs enormes, freqüentemente acompanhados por objetos voadores menores, são conhecidos como "naves-mães".
Uma dessas naves-mães foi vista pelo piloto do vôo 1628 da Japan Air Lines, um Boeing 747 que ia da Islândia para Anchorage, Alasca, no dia 17 de novembro de 1986. Sobrevoando o Alasca pouco depois das 18 horas, o comandante Kenju Terauchi declarou estar vendo luzes brilhantes brancas e amarelas à frente.
- Elas estão se comportando como dois filhotes de ursos brincando - afirmou ele.
O comandante Terauchi entrou em contato pelo rádio com Anchorage, e o controlador de vôo confirmou que havia alguma coisa na tela do radar. O piloto japonês ligou o radar colorido digital a bordo do avião e, embora o equipamento tivesse sido projetado para captar sistemas atmosféricos e não objetos sólidos, também registrou uma leitura.
Em seguida, Terauchi percebeu que seu 747 estava sendo seguido por um OVNI gigantesco, em forma de noz, do tamanho de dois porta-aviões. O comandante pediu permissão a Anchorage para executar manobra de 360 graus e para baixar a 31 mil pés, que foi concedida. A nave-mãe continuou no seu encalço durante toda a manobra.
Anchorage enviou dois outros aviões para a área indicada pelo comandante Terauchi, porém quando eles chegaram o OVNI já havia desaparecido. A nave-mãe permaneceu visível e seguindo o 747 durante cinqüenta minutos.

Charles Berlitz
O livro dos Fenómenos Estranhos

domingo, 26 de novembro de 2017

As Luzes de Min Min

Durante mais de um século, um fantástico fenômeno luminoso atormentou o remoto povoado a leste de Boulia, na região sudoeste de Queensland, Austrália. As luzes receberam o nome de Min Min, homenagem a um correio-bar chamado Min Min, há muito desaparecido.
Um dos primeiros relatos escritos, publicado em março de 1941, fala sobre um criador de gado que viajava entre Boulia e Warenda Station, em uma noite encoberta de nuvens. Por volta de 22 horas, quando passava em frente ao antigo cemitério, próximo ao que restou do correio-bar Min Min, ele viu um estranho brilho que emanava do meio das sepulturas. A luz aumentou e ficou do tamanho de uma melancia, pairou momentaneamente sobre as tumbas, e então afastou-se dali, seguindo em direção a Boulia. De acordo com o homem, a luz o seguiu durante todo o percurso, até a cidade.
Relatos anteriores foram descobertos subseqüentemente. Em Walkabout, Henry Lamond relatou sua própria experiência de infância com as luzes de Min Min em 1912. A princípio, ele pensou que fossem os faróis de um automóvel que se aproximava.
"Os carros", escreveu ele, "embora não fossem comuns naquela época, também não eram raros." Mas logo tornou-se evidente que não se tratava de uma luz normal.
"Ela permaneceu como uma bola única, e não se dividiu em dois faróis, como seria de esperar. Além disso, vinha em uma altura muito grande para ser um carro. Havia alguma coisa estranha com aquela luz."
A luz flutuou gradativamente em direção a Lamond, que estava montado em seu cavalo, e passou por ele, a uns 200 metros de distância.
"De repente, ela desapareceu, mas não de uma hora para outra. Seu desaparecimento foi gradual, como os fios de uma lâmpada elétrica."
As luzes de Min Min - sejam o que forem - ainda assustam as pessoas que viajam ao longo de trechos solitários de estrada, no interior australiano.

sábado, 25 de novembro de 2017

A Longa Viagem de Volta

Não sabemos se a capacidade de voltar para casa demonstrada pelos animais resulta de um senso superior de direção ou de uma sexto sentido desconhecido pela ciência. O fato é que a habilidade de orientação do cachorro continuamente surpreende seus melhores amigos. Em pelo menos três casos documentados, os cachorros viajaram milhares de quilômetros, e há vários exemplos de cães que também encontram o caminho de volta em distâncias mais curtas.
Nick, o cachorro de Doug Simpson, por exemplo, desapareceu durante o camping que fizeram juntos na região sul do Arizona, em novembro de 1979. Simpson passou duas semanas procurando desesperadamente o pastor alemão, mas ele não foi encontrado. Simpson acabou retornando para sua casa, na Pennsylvania.
Quatro meses mais tarde, com cortes ainda sangrando e o pêlo arranhado, Nick chegou na casa dos pais de Simpson, em Selah, Washington. O cão aparentemente atravessara o deserto do Arizona, o Grande Canyon, as perigosas montanhas Rochosas, rios congelados, montanhas cobertas de neve e rodovias diversas. Quando chegou à entrada da casa, onde o carro de Simpson estava estacionado, ele desmaiou de exaustão. A mãe de Simpson encontrou o cachorro, que foi recompensado quando seu dono chegou e o levou para casa.
Jessie, outro cão pastor alemão, ficou em Aspen, Colorado, quando seu dono, Dexter Gardiner, mudou-se de East Greenwich, Rhode Island. Sentindo-se abandonado, o cachorro partiu de Aspen e apareceu na casa dos Gardiner seis meses mais tarde, porém a família estava viajando em férias de verão. Depois de breve permanência pelas ruas, Jessie foi recolhido pela sra. Linda Babcock. Mas como não conseguia se esquecer dos antigos donos, resolveu voltar para casa. Dessa vez, os Gardiner não estavam viajando e ficaram contentes com o retorno, embora estranhassem o seu súbito aparecimento. Uma pesquisa sobre a longa viagem de Jessie acabou levando os Gardiner até a sra. Babcock, que, após negociações amigáveis, devolveu o cachorro a eles.
No entanto, o mais longo esforço de volta ao lar aconteceu em 1923, com Bobbie, collie que pertencia a uma família de Silverton, Oregon. Bobbie se perdeu durante as férias familiares em Walcott, Indiana. Seis meses mais tarde, conseguiu voltar para casa, cobrindo distância superior a 3 mil quilômetros. Detalhes da longa viagem de Bobbie foram posteriormente fornecidos pelas famílias que cuidaram dele por todo o caminho. Fez-se também o levantamento do percurso através dos Estados de Illinois, Iowa, Nebraska, Colorado, Wyoming e Idaho. Bobbie atravessou as montanhas Rochosas em pleno inverno.

Charles Berlitz
O livro dos Fenómenos Estranhos

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

As Mortes dos Cientistas

Entre março e junho de 1987, a imprensa britânica reverberou com uma série de mortes, aparentemente sem nenhuma relação entre si, que ceifaram as vidas de cientistas envolvidos na indústria de defesa civil. Foram dez incidentes no total, inclusive oito suicídios suspeitos, um desaparecimento, e um caso em que a vítima sobreviveu após uma queda de 18 metros.
Cinco das vítimas eram empregados da Marconi, uma empresa de produtos eletrônicos com muitos contratos com o governo, e várias outras tinham vínculos com programas que envolviam o torpedo Stingray e medidas de segurança para submarinos nucleares.
O primeiro incidente, na verdade, ocorreu no dia 5 de agosto de 1986, quando um especialista em software do Stingray suicidou-se pulando da ponte de Clifton em Bristol. Vimal Dajibhai estava com apenas 24 anos de idade e não tinha nenhum motivo aparente para deslocar-se de Londres até Bristol para cometer suicídio. A imprensa noticiou que pequenas marcas de perfurações foram encontradas em suas nádegas.
Em 28 de outubro de 1986, outro empregado da Marconi, Ashad Sharif, 26 anos, segundo consta, matou-se em Siston Commons, Bristol, amarrando uma corda em uma árvore, passando-a em seu pescoço e se enforcando. Ele, também, tinha saído de Londres.
No dia 8 de janeiro de 1987, um amigo de Dajibhai, que trabalhava para o Ministério da Defesa no projeto de um sonar, desapareceu enquanto fazia uma inspeção em uma represa em Derbyshire.
Quatro dias antes, um consultor de computadores da Marconi, Richard Pugh, fora encontrado com um saco plástico sobre a cabeça. No mesmo mês, um consultor de computadores da Royal Armaments morreu por envenenamento com monóxido de carbono. O mesmo gás tirou a vida de Peter Peapell, 46 anos, no dia 22 de fevereiro de 1987. Peapell era especialista na tecnologia do berilo soviético, um metal de importância crucial para os reatores nucleares.
Em 30 de março de 1987, David Sands cometeu suicídio enchendo galões de gasolina em seu carro esporte, dirigindo-o em alta velocidade, e indo de encontro a um restaurante abandonado. Sua mulher e seus colegas declararam que Sands vinha "agindo de forma estranha" antes de seu suicídio.
Em 24 de abril do mesmo ano, Mark Wisner, projetista de software da Força Aérea, com apenas 25 anos, também foi encontrado morto com um saco plástico amarrado em sua cabeça. Ele usava um espartilho feminino e botas no momento da morte. Outro cientista relacionado com o departamento de defesa, Victor Moore, teria supostamente cometido suicídio com uma dose excessiva de drogas. Robert Greenhaigh, 46 anos, também empregado da Marconi, sobreviveu a um salto de uma altura de 18 metros de uma ponte ferroviária em Maidenhead, quando caiu sobre um gramado macio. Greenhaigh fora amigo do suposto agente duplo Dennis Skinner, com quem trabalhara durante quinze anos. Dizem que Skinner foi empurrado da janela de um apartamento em Moscou, morrendo em 1983. Tal seqüência de suicídios e mortes relacionados com a indústria da defesa civil parece ultrapassar os limites da definição de coincidências. Agora que o homem levou as hostilidades aos céus, com a Guerra nas Estrelas, talvez os céus tenham decidido nos fazer uma retaliação.

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

O que Aconteceu em Roanoke?

A primeira criança inglesa nascida nos EUA recebeu o nome de Virgínia Dare. Os pais haviam embarcado para o Novo Mundo com o grupo de pioneiros que desembarcou na ilha de Roanoke, na costa da Carolina do Norte, e Virgínia nasceu pouco depois, no dia 18 de agosto de 1587.
O navio que transportou os Dare para a nova pátria acabou retornando à Inglaterra com todos os homens a bordo, com exceção de dez. Esses homens foram deixados para dar início à colonização, mas, quando o navio seguinte chegou, não foram mais encontrados. O segundo navio também retornou à Inglaterra, dessa vez deixando cem pessoas para dar seqüência à colonização. Algum tempo depois, chegou mais um navio, e seus passageiros, novamente, deram com a ilha vazia.
Não havia vestígios de violência, luta, nem de sepulturas. Apenas a palavra "CRO" entalhada em uma árvore, e "CROATAN" entalhada em outra. Croatan, ilha localizada na costa da Carolina do Norte, era, aparentemente, o lugar onde o grupo de colonos resolvera se instalar. Contudo, o capitão do navio, temendo a falta de alimentos e a aproximação do inverno, decidiu rumar em direção às Antilhas e passar o inverno ali.
Quando o navio seguinte chegou à ilha de Croatan, os tripulantes também não encontraram nada, nem sinais de algum massacre de índios. Não havia sepulturas e, com exceção de histórias ocasionais, que falavam de crianças índias com cabelos "amarelos" e olhos azuis, nenhum dos 110 pioneiros jamais foi encontrado. Embora seja tema de numerosos boatos e lendas, o mistério jamais foi explicado.

Charles Berlitz
O livro dos Fenómenos Estranhos

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

As Estranhas Criaturas da Austrália

Os himalaios têm seu próprio Yeti. E na Austrália, criaturas peludas semelhantes a macacos são conhecidas como yowie. Na verdade, de acordo com o naturalista local Rex Gilroy, a área de Blue Mountain, a oeste de Sydney, já foi palco de mais de 3 mil aparições dessas criaturas.
Em dezembro de 1979, Leo e Patrícia George resolveram se aventurar pelo lado oriental da Austrália, em busca de um local tranqüilo para um piquenique. Mas seu passeio de domingo foi subitamente interrompido quando eles viram a carcaça de um canguru mutilado.
- Além disso - declararam eles -, o aparente perpetrador da mutilação estava a apenas uns 12 metros de distância.
Eles descreveram uma criatura coberta de pêlos e "pelo menos com 3 metros de altura", que parou e olhou para eles, antes de finalmente procurar abrigo na vegetação.
O piquenique foi rapidamente cancelado, mas Gilroy ainda tem planos de montar uma expedição por conta própria e sair ao encalço do lendário animal.

terça-feira, 21 de novembro de 2017

A Batalha dos Aliados

No início de agosto de 1951, duas cunhadas inglesas passavam férias na França, quando a tranqüilidade do sono foi interrompida por disparos de canhões. Não demorou muito tempo para perceberem que estavam ouvindo sons de uma guerra. O barulho continuou, interrompido aqui e ali, durante quase três horas.
No dia seguinte, quando as duas mulheres assustadas tentaram descobrir o que acontecera, ficaram chocadas com a notícia de que nenhuma batalha havia sido travada. Na realidade, ninguém mais ouvira nada.
No entanto, depois de uma investigação elas ficaram sabendo que estavam passando as férias em Puys, na praia perto de Dieppe, área ocupada e muito bem fortificada durante a Segunda Guerra Mundial. Ali, quase nove anos antes, os Aliados desencadearam uma invasão dispendiosa e sangrenta. Mais da metade dos 6 086 homens que chegaram à praia, no dia 19 de agosto de 1942, foram mortos, feridos ou capturados.
As inglesas ficaram sabendo que os sons que escutaram eram a reprodução auditiva quase exata daquela batalha, como se elas estivessem naquele hotel no momento em que a invasão aconteceu. Elas ouviram bombas e gritos de madrugada, "por volta das 4 horas", e o barulho parou abruptamente cinco minutos depois. O verdadeiro bombardeio começou às 3h47 e foi interrompido, de acordo com registros militares, às 4h50. Ambas ouviram bombardeios e os gritos dos homens, e então fez-se silêncio outra vez; novamente, os registros militares confirmaram que o bombardeio foi interrompido mais ou menos naquele horário, entre 5h07 e 5h40.
Todos os sons que elas escutaram combinam com os registros militares da batalha. É interessante notar que a batalha parou às 6 horas, o mesmo horário em que todos os ruídos foram interrompidos para as mulheres. No entanto, as cunhadas inglesas ouviram os gritos desesperados de homens feridos e moribundos por mais uma hora, gritos que foram ficando cada vez mais fracos, à medida que o tempo ia passando.

Charles Berlitz
O livro dos Fenómenos Estranhos

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

O Mistério do Avião Desaparecido

Muitos mistérios podem ser classificados em categorias específicas, sejam eles referentes a OVNIs, monstros surgidos de lagos, o Abominável Homem das Neves, ou poltergeists endiabrados. No entanto, em certas ocasiões, ocorre alguma coisa tão estranha e bizarra que estabelece uma nova categoria especial. Esse certamente parece ser o caso do desaparecimento - e da descoberta - de um Learjet, avião a jato perdido sobre o deserto egípcio a sudoeste do Cairo.
O avião já estava presumivelmente desaparecido no dia 11 de agosto de 1979, quando decolou de Atenas, com destino a Jeddah, mas não chegou ao seu destino.
A bordo do avião estavam o proprietário do aparelho, o armador libanês Ali Eldin al-Bahri, Peter Seime, um sueco especialista em petróleo, Theresa Drake e dois pilotos. O avião foi localizado por diversos radares, e tinha combustível suficiente para quatro horas de vôo, quando foi contatado pela última vez pela torre de controle do Cairo. Nenhum chamado de socorro foi ouvido.
Mas o Learjet nunca chegou a Jeddah. As forças aéreas do Egito e da Arábia Saudita montaram uma busca intensa ao longo da rota de vôo do avião, mas seus destroços não foram encontrados. A família de Al-Bahri gastou mais de 1,5 milhão de dólares contratando pesquisadores particulares, que o procuraram até no Quênia. Mesmo assim, nenhum Learjet foi encontrado.
No entanto, em fevereiro de 1987, uma equipe de arqueólogos encontrou o avião perdido, a 435 quilômetros a sudoeste do Cairo. A fuselagem estava intacta e não havia nenhum sinal de fogo, embora uma asa estivesse a cerca de 1,5 quilômetro do local principal. Beduínos haviam, aparentemente, encontrado o jato alguns anos antes e tinham depenado seu interior.
À primeira vista, não havia restos de seres humanos a bordo. Uma inspeção mais aprofundada, todavia, revelou ossos humanos moídos, quase pulverizados, empilhados no piso do avião.
- O maior desses ossos - disse Tom, pai de Theresa Drake -, não era maior do que um polegar.
O professor Michael Day, osteólogo do Saint Thomas Hospital, em Londres, achou que os ossos deveriam estar quase intactos.
- Em oito anos, eles certamente não deveriam ter começado a se desintegrar. Nem mesmo animais ferozes teriam deixado fragmentos tão diminutos - disse Day.

domingo, 19 de novembro de 2017

Em Águas Profundas

As pessoas que visitam o Museu Topkapi, em Istambul, Turquia, são informadas das crueldades e dos perigos da época em que o Topkapi, construído no alto de um penhasco sobre o Bósforo, era o palácio imperial do sultanato turco. Os sultões da Turquia, como os imperadores romanos, exerciam poder de vida e morte sobre seus súditos. Uma das lendas mais desalentadoras a respeito desse arbítrio refere-se ao que acontecia às concubinas imperiais que, infiéis ou insolentes, desagradavam o sultão.
"Abdul, o Maldito", foi governante especialmente notório. Suas infelizes concubinas eram colocadas vivas dentro de um saco cheio de pedras e atiradas nas águas do Bósforo. Contudo, elas não desapareceram totalmente. Anos mais tarde, mergulhadores que trabalhavam em águas profundas nas proximidades do palácio encontraram esses sacos em pé, no fundo do mar, balançando de um lado para outro, como se estivessem vivos, nas frias águas da corrente.
Em 1957, um episódio submarino ainda mais assustador foi vivido por mergulhadores da Tchecoslováquia, no local chamado Lago do Diabo. Os mergulhadores estavam à procura do corpo de um jovem que, presumivelmente, teria morrido afogado quando trafegava com seu barco no lago.
O que eles encontraram, no entanto, em águas profundas, não foi um cadáver mas vários, e nem todos eram seres humanos. Havia soldados vestidos com uniformes de combate, alguns sentados em caminhões ou em carretas de munições, e muitos dos cavalos ainda em pé, com arreios. Homens, veículos e animais era tudo o que restava de uma unidade da artilharia alemã que, atravessando o gelo durante a retirada germânica na Segunda Guerra Mundial, afundara devido à ruptura da camada de gelo, provavelmente sob bombardeio, e acabara no fundo do lago. As águas extremamente frias e profundas os preservaram por doze anos, em posição e prontos para o combate - porém mortos.

Charles Berlitz
O livro dos Fenómenos Estranhos

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