sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

A Maldição do Diamante Hope

De acordo com a lenda, a fabulosa jóia conhecida como Diamante Hope antigamente enfeitava a testa de um ídolo hindu, de onde foi roubado por um sacerdote. O pobre homem, segundo a lenda, foi capturado e torturado por seu ato.
A admirável gema, que dizem ser amaldiçoada, surgiu pela primeira vez na Europa em 1642, nas mãos de um comerciante e contrabandista francês chamado Jean-Baptiste Tefernier. Ele obteve um lucro considerável com sua venda, porém seu filho esbanjador acabou gastando grande parte do dinheiro. Viajando à Índia para recuperar sua fortuna, Tefernier foi atacado por uma matilha de cães bravios e feito em pedaços.
Em seguida, a pedra passou para as mãos do famoso rei Luís XIV da França, que reduziu seu incrível tamanho de 112,5 quilates para 67,5. Essa redução, no entanto, não afetou a maldição. Nicholas Fouquet, alto funcionário do governo francês, que tomou emprestado o diamante para um baile oficial, foi acusado de desfalque e condenado à prisão perpétua, vindo a morrer na cadeia.
A princesa de Lambelle, que usava o diamante regularmente, foi espancada até morrer por uma multidão parisiense. O próprio rei morreu arruinado e desprezado, seu império em ruínas. Luís XVI e a rainha Maria Antonieta morreram na guilhotina.
Em 1830, o tesouro foi adquirido pelo banqueiro londrino Henry Thomas Hope por 150 mil dólares. Aí começaram seus problemas. A fortuna da família declinou rapidamente, e um neto morreu na miséria, antes que outro herdeiro vendesse a pedra maldita.
Durante os dezesseis anos seguintes, o Diamante Hope passou de mão em mão, chegando mesmo a pertencer ao francês Jacques Colet, que cometeu suicídio, e ao príncipe russo Ivan Kanitovitsky, vítima de assassinato. Em 1908, o sultão turco Abdul Hamid pagou 400 mil dólares pelo Diamante Hope e presenteou-o a Subaya, sua concubina favorita. Menos de um ano depois, Hamid matou Subaya e foi destronado. Simon Montharides, o proprietário seguinte, morreu de forma trágica, juntamente com a mulher e uma filha pequena, quando a carruagem em que viajava tombou.
O diamante e sua maldição chegaram às mãos do gênio das finanças, o norte-americano Ned McLean, que pagou pela pedra apenas 154 mil dólares. Vincent, seu filho, foi vítima de um acidente automobilístico, e uma filha morreu como conseqüência de uma dose excessiva de drogas. A mulher de McLean ficou viciada em morfina, e o próprio McLean faleceu em um hospital para doentes mentais. A sra. McLean morreu em 1947, deixando a herança maldita a seis netos, inclusive à pequena Evalyn, que, na ocasião, contava 5 anos.
Dois anos depois, a família McLean vendeu o diamante a Harry Winston, negociante de pedras preciosas. Winston, por sua vez, doou-o à Smithsonian Institution, onde permanece até hoje. Talvez a maldição não se aplique a instituições, como recai sobre indivíduos. Ou talvez a terrível maldição tenha, finalmente, terminado com Evalyn McLean, um dos seis netos da sra. McLean, encontrada morta, sem nenhuma causa aparente, em seu apartamento de Dallas, no dia 13 de dezembro de 1967, quando estava com 25 anos.

Charles Berlitz
O livro dos Fenómenos Estranhos

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

O Cérebro Trespassado

No dia 11 de setembro de 1874, Phineas P. Gage, 25 anos, usava uma barra de ferro de pouco mais de 1 metro de comprimento para colocar explosivos em buracos, quando uma das cargas explodiu prematuramente, jogando a barra de ferro contra seu rosto. A barra de ferro de 6 quilos, com diâmetro de 3 centímetros, penetrou em sua face esquerda, logo acima do maxilar inferior. A força da explosão fez com que a barra lhe atravessasse o cérebro, desalojando grande parte da região frontal.
Algumas horas após o acidente, segundo dizem, Gage perguntou a respeito de seu trabalho! Durante os dias seguintes, ele cuspiu pedaços de ossos e de massa encefálica. Em seguida, caiu em um delírio e, finalmente, perdeu a visão do olho esquerdo. Depois disso, Gage recuperou-se fisicamente, embora os que o conheceram tenham declarado que ele se tranformou em pessoa bruta e indigna de confiança.
A milagrosa sobrevivência de Gage foi relatada em detalhes tanto pelo American Journal of Medical Science quanto pelo British Medical Journal daquela época. Sua história, embora tenha tido um final triste, faz com que indaguemos: que quantidade de cérebro é realmente necessária para nossa sobrevivência?
Um documentário sobre o assunto, realizado pela televisão sueca em 1982, mostrou diversos pacientes agindo normalmente com apenas uma fração de sua massa encefálica. Um deles, o jovem chamado Roger, com 5 por cento de cérebro, conseguiu diplomar-se em matemática.

Charles Berlitz
O livro dos Fenómenos Estranhos

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Buracos Negros: Portas para o Desconhecido

Os buracos negros nunca foram vistos, porém podem muito bem ser a porta de passagem para universos além do nosso. A existência dos buracos negros foi postulada pela primeira vez pelo astrônomo alemão Karl Schwarzschild, em 1916. Schwarzschild sugeriu a existência de um campo gravitacional tão intenso que nada, nem mesmo a radiação eletromagnética (inclusive a luz), pode escapar.
Tudo o que esteja na adjacência imediata do buraco negro é inexoravelmente sugado em direção ao centro, fenômeno que os físicos chamam de "singularidade", isto é, o ponto de infinita densidade onde as leis de tempo e espaço que conhecemos são anuladas e decompostas. O ponto crítico da energia e dos objetivos sugados em direção à singularidade é conhecido como "horizonte de ocorrência".
Não obstante um buraco negro jamais ter sido diretamente detectado, os astrônomos acham que ele é o estágio final da evolução das estrelas de certa massa, correspondente ao colapso gravitacional total. Podem existir buracos negros no centro de nossa própria galáxia, no núcleo de quasares (corpos celestes visíveis ao telescópio, semelhantes a estrelas, mas cujo espectro apresenta um deslocamento para o vermelho excepcionalmente grande) e até mesmo em alguns sistemas estelares binários.
Teóricos como o matemático Roger Penrose, de Cambridge, formularam um uso potencialmente invulgar para os buracos negros. Um astronauta, por exemplo, poderia mergulhar abaixo do horizonte de ocorrência de um buraco negro giratório, particularmente poderoso, e emergir em outro universo completamente diferente, ou reemergir em nosso próprio universo, vastas distâncias mais além, no mesmo instante.
Uma terceira alternativa é que nosso temerário astronauta poderia entrar em um universo negativo, onde a natureza esteja de cabeça para baixo. A gravidade, por exemplo, poderia ser mais uma força repelente do que atraente.
Para que essas suposições possam ser levadas mais a sério, seria necessária a existência do oposto do buraco negro, ou o "buraco branco", que jogaria matéria e energia para fora de sua singularidade e além do horizonte de ocorrência.
Nos dias atuais prosseguem as pesquisas de ambos os objetos super-poderosos, especialmente a busca de buracos negros entre as constelações estelares. Uma das principais candidatas nessa busca é a estrela Cisne X-l, na Constelação Cisne. A busca é de considerável importância, pois, se a Terra, ou nosso sistema solar, se aproximasse demais de um buraco negro suficientemente grande, poderia, pelo menos teoricamente, ser sugada para dentro dele, modificando, comprimindo ou destruindo totalmente toda matéria com a qual estamos familiarizados e, talvez, ser expelida outra vez, em uma forma diferente.
Parece inacreditável que a astronomia moderna, depois de apenas algumas centenas de anos de prática e pesquisas, tenha sido capaz de identificar os segredos - e os perigos - existentes em estrelas distantes.
Mas será que nosso conhecimento cósmico é assim tão recente? Placas de argila de mais de 5 mil anos, guardadas pelos sumérios, fazem referência a uma estrela perigosa, à qual eles deram o nome de "pássaro demoníaco de Nergal". Nergal era o poderoso e sinistro mestre do submundo. E o perigoso "pássaro demoníaco", quando traduzido e localizado em seus mapas estelares, é justamente a nossa Cisne X-l.

Charles Berlitz
O livro dos Fenómenos Estranhos

sábado, 17 de fevereiro de 2018

O Regimento que Desapareceu

A guerra perturba não apenas a alma, mas também os sentidos. Quem sabe o que pode acontecer no auge de um conflito? Talvez um mundo possa se abrir e engolir um outro, como parece ter acontecido com um regimento britânico inteiro, durante a campanha da Turquia, na Primeira Guerra Mundial.
Em 28 de agosto de 1915, os turcos ocupavam uma área elevada nas proximidades da baía de Sulva; a luta entre eles e as tropas da Inglaterra, da Nova Zelândia e da Austrália era violenta, com muitas baixas em ambos os lados.
As condições climáticas naquela manhã eram ótimas. O dia, claro e ensolarado, apresentava-se ameaçado apenas por seis ou oito nuvens compactas, que envolviam uma área disputada em uma colina conhecida como Hill 60, de onde as forças turcas impediam o avanço dos ingleses com fogo cerrado. Curiosamente, a despeito do vento de 8 quilômetros horários que soprava do sul, as compactas nuvens mantinham-se no mesmo lugar.
Com a incumbência de atacar a posição turca, o regimento First Fourth Norfolk marchou para a frente, na direção de uma das nuvens que pairava sobre um trecho seco, Kaiajak Dere. Demorou quase uma hora para que aqueles 4 mil homens, avançando em fila indiana, desaparecessem na nuvem, segundo sapadores neozelandeses escondidos em trincheiras a 2 500 metros de distância.
Foi então que o mais incrível aconteceu. Aquela nuvem que pairava a baixa velocidade, descrita como tendo uns 240 metros de comprimento e 70 metros de largura, elevou-se ligeiramente no céu e desapareceu em direção à Bulgária.
Com a nuvem, desapareceram os homens do regimento inglês First Fourth. Hoje, não existem cruzes marcando suas sepulturas. Se foram aniquilados durante a batalha, então sua eliminação total foi mais abrupta e completa do que qualquer outra em toda a história militar. Contudo, se aqueles homens foram levantados pelas nuvens e transportados para algum lugar distante, como afirmam os sapadores neozelandeses, eles agora poderão estar em algum lugar - talvez até em um mundo sem guerras.

Charles Berlitz
O livro dos Fenómenos Estranhos

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

A Serpente Marinha

Em maio de 1917, o navio cargueiro Hilary, de 6 mil toneladas e equipado com algumas armas, atravessava águas calmas nas proximidades da Islândia, quando o vigia avistou "alguma coisa grande na superfície". Temendo um ataque de surpresa de um submarino alemão, o capitão F. W. Dean alertou os artilheiros e ordenou força total em direção ao alvo.
Mas Dean e os tripulantes não encontraram nenhum submarino inimigo. O que eles viram foi um mistério marinho. A uma distância de 30 metros, o capitão viu, com surpresa, uma "cabeça, com a forma da de uma vaca, mas muito maior", subir à superfície. Não havia nem chifres nem orelhas. A cabeça, conforme as descrições, era "preta, exceto na parte frontal do focinho, onde se podia ver claramente uma faixa de carne esbranquiçada, mais ou menos como a que existe entre as narinas de uma vaca". As testemunhas viram também uma barbatana dorsal, com mais de 1 metro de altura, "fina e mole". A criatura tinha cerca de 20 metros de comprimento, sendo que uns 6 metros eram constituídos de pescoço fibroso.
Então, em um dos erros mais infelizes de toda a história marítima e zoológica, Dean decidiu que os artilheiros podiam treinar a pontaria. Afastando o navio a uma distância de 1 200 metros, ordenou que abrissem fogo. Um tiro direto atingiu a criatura. Os espasmos de sua morte agitaram a água, e o submarino vivo afundou para sempre.
Dois dias mais tarde, em 25 de maio de 1917, o Hilary foi avistado por um submarino de verdade. Mesmo assim, seus tripulantes tiveram um destino melhor do que a serpente marinha que eles afundaram, pois muitos deles sobreviveram para lutar outra vez.

Charles Berlitz
O livro dos Fenómenos Estranhos

terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

OVNIs Sobre a Casa Branca

Muita gente que duvida dos OVNIs pergunta por que, se é que eles realmente existem, nunca pousaram nos jardins da Casa Branca. Não considerando o fato de que seus ocupantes talvez ainda não tenham encontrado um presidente que lhes agradasse, os OVNIs já apareceram nas proximidades da Pennsylvania Avenue, em mais de uma oportunidade.
Na noite de 26 de julho de 1952, por exemplo, objetos voadores não identificados foram captados pelas telas dos radares de Washington. Em determinado momento, doze objetos separados foram detectados: quatro, voando a uma distância de 2 quilômetros entre si, aproximaram-se em formação a uma velocidade de 160 quilômetros horários, enquanto outros oito se moviam desordenadamente a velocidades mais altas. Pelo menos dois militares e um piloto de avião comercial, que seguia para o Aeroporto Nacional de Washington, declararam ter mantido contato visual Com luzes brancas e alaranjadas no céu aquela noite.
No dia 11 de janeiro de 1965, OVNIs foram vistos novamente sobrevoando a Casa Branca, por civis e militares. Pouco antes, em 29 de dezembro de 1964, três objetos não identificados foram captados pelo radar, voando a velocidades calculadas em quase 8 mil quilômetros horários. A Força Aérea informou que o fato teria sido provocado por algum defeito mecânico.
Oito dias antes, um certo Horace Bruns disse que o motor de seu carro morreu na U.S. Highway 250, na presença de um OVNI enorme, em forma de cone.
- O objeto voador media quase 40 metros de largura e devia ter uns 20 metros de altura - revelou Bruns. - Ele permaneceu pousado em um campo à margem da estrada durante mais de um minuto e meio, antes de decolar em ângulo reto.
O professor Ernest Gehman e dois engenheiros da DuPont examinaram, posteriormente, o local. Eles mediram o nível de radiação e descobriram que estava acima do normal.
Na verdade, foram relatadas cinco outras aparições de OVNIs sobre Washington ou nas proximidades da cidade, entre outubro de 1964 e janeiro de 1965. No dia 25 de janeiro, alguns policiais de Marion, Virgínia, viram um objeto brilhante que pairava no ar e depois desapareceu, deixando uma esteira de faíscas. Vinte minutos depois nove pessoas de Fredericksburg, cidade localizada a 480 quilômetros de distância, também declararam ter visto a esteira brilhante de faíscas.

Charles Berlitz
O livro dos Fenómenos Estranhos

domingo, 11 de fevereiro de 2018

Paisagem Fantasma

A viagem pelo tempo é possível? Por mais incrível que possa parecer, grande quantidade de indivíduos aparentemente sãos e de reputação ilibada já declarou ter atravessado os anos para visitar o passado.
Um desses casos foi investigado por Mary Rose Barrington, da Sociedade de Pesquisas Psíquicas de Londres. Segundo ela, os participantes, sr. e sra. George Benson, fizeram uma viagem às colinas de Surrey num domingo, em julho de 1954. O dia iniciara de forma estranha, e os dois acordaram sentindo inexplicável melancolia. Nenhum deles contou ao outro o que sentia, pois aquele sentimento parecia ser irracional, considerando-se os agradáveis divertimentos que desejavam ter durante aquele dia.
Chegando a Surrey de ônibus, o casal decidiu visitar a igreja da família Evelyn, em Wotton. Havia muito tempo eles se interessavam por John Evelyn, memorialista do século 17, e estavam curiosos por ver quais de seu parentes estavam enterrados no jazigo. A visita foi tão interessante que os Benson passaram mais tempo ali do que pretendiam.
Quando, finalmente, saíram dali, viraram à direita e descobriram um caminho gramado ladeado de arbustos. Seguindo pelo caminho, eles logo chegaram a uma clareira com um banco de madeira. Um trecho gramado se estendia do banco até algumas árvores, localizadas a uns 25 metros. À direita do banco, a terra descia em declive acentuado em direção a um vale, de onde eles ouviram ruídos de madeira sendo cortada e o constante latido de um cachorro.
Nesse momento, o sr. Benson consultou o relógio. Vendo que era meio-dia, abriu o pacote de sanduíches que haviam levado. Excessivamente deprimida para comer, a sra. Benson cortou pequenos pedaços de pão para dar aos pássaros. De repente, tudo ficou em silêncio, e eles não ouviram nem mesmo o canto dos passarinhos.
- Senti um medo angustiante - declarou a sra. Benson, pois ela literalmente sentiu a presença de três figuras ameaçadoras vestidas com batinas pretas. Disse que essas figuras estavam em pé atrás dela.
Ela tentou olhar para trás, mas não conseguiu. O sr. Benson não viu nada, porém pôs a mão na mulher. O corpo dela estava tão gelado que parecia o de um cadáver. Finalmente, a sra. Benson sentiu-se melhor e os dois concordaram em ir embora dali.
Desceram a colina e, pouco tempo depois, atravessaram uma linha férrea. Então, embora tivessem planejado dar um longo passeio, deitaram no gramado e adormeceram. Depois disso, tudo passou a ser meio confuso, e eles só conseguem lembrar-se de estar em Dorking, embarcando no trem que os levaria de volta para casa, em Battersea.
Durante os dois anos seguintes, a sra. Benson viveu com um medo quase constante. Lembrava-se vividamente do terror que se apossara dela, quando os três estranhos com batinas pretas apareceram. Finalmente, sentindo que apenas enfrentando a experiência de frente ela poderia superá-la, voltou sozinha para atravessar outra vez o caminho que, juntamente com o marido, havia trilhado naquele dia sinistro.
Mas, assim que chegou à igreja, percebeu que alguma coisa estava errada. Em primeiro lugar, não havia caminho algum que levasse ao alto da colina - porque não existia nenhuma colina. Na realidade, a área era plana. Não havia nem abundância de arbustos nem árvores em uma área de 800 metros.
Conversou com um dos moradores locais, que conhecia muito bem a região, e ele disse não conhecer nada que pudesse se comparar ao que ela descrevera. Disse também que não havia nenhum banco de madeira nos caminhos das redondezas.
Quando retornou a Battersea, a sra. Benson contou ao marido o que ficara sabendo. Ele não acreditou em suas palavras, porém, quando resolveu ir à igreja no domingo seguinte, descobriu que ela falara a verdade.
Alguns anos mais tarde, Mary Rose Barrington e John Stiles, da Sociedade de Pesquisas Psíquicas de Londres, foram ao local, na esperança de descobrir a paisagem vista pelos Benson. Não acharam nada, para decepção da sra. Benson, que esperava uma explicação mais racional para a história. Mary Rose e John concluíram que ocorrera certo tipo de experiência mediúnica.
Mary Rose leu os diários de John Evelyn, na esperança de encontrar alguma pista. Ela reparou que a descrição feita por Evelyn da paisagem de sua juventude era bastante semelhante à observada pelos Benson. Em uma das anotações, datada de 16 de março de 1696, Evelyn mencionou a execução de "três pobres diabos, sendo um deles um padre", que faziam parte do complô dos católicos para assassinar o rei Guilherme III, Príncipe de Orange.
Mary Rose concluiu que, de certa forma, os Benson haviam entrado em uma "realidade alternativa", e que o fascínio dos dois pelos diários de John Evelyn fizera com que eles, por alguma maneira desconhecida, entrassem no mundo dos Evelyn - um mundo que já não existia mais havia 250 anos.

Charles Berlitz
O livro dos Fenómenos Estranhos

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

Os Homenzinhos da Islândia

Dificilmente encontraremos um lugar no mundo onde as pessoas não tenham, pelo menos uma vez, acreditado na existência de uma raça oculta de homenzinhos com poderes sobrenaturais. A crença de que há homenzinhos escondidos persiste até mesmo na Europa moderna, especialmente na Islândia, nação com excelente sistema educacional e alto índice de alfabetização.
- Os que me contaram tais histórias - revela Helgi Hallgrimsson, gerente do Museu de História Natural de Akureyri -, são pessoas honestas e muitas delas não acreditavam nessas criaturas, até terem a oportunidade de vê-las pessoalmente.
Ao que parece, esses duendes costumam proteger seu território e provocam problemas intermináveis àqueles que tentam invadi-lo. Em 1962, quando o novo porto de Akureyri estava sendo construído, os trabalhadores tentaram explodir algumas rochas, sem sucesso. Por mais que tentassem, o equipamento não funcionava no momento crítico. Os trabalhadores sofriam acidentes de trabalho ou adoeciam sem motivo aparente.
Finalmente, um jovem chamado Olafur Baldursson apresentou-se para declarar que os duendes estavam descontentes, porque moravam no local das explosões. Ele ofereceu seus préstimos como mediador, afirmando que, se as autoridades municipais quisessem, acertaria as coisas com os homenzinhos. As autoridades concordaram e, no devido tempo, os duendes ficaram satisfeitos. Pelo menos foi a conclusão a que elas chegaram, porque, depois que Baldursson declarou que tudo já havia sido acertado, o trabalho prosseguiu, sem mais problemas.
Essa não foi a última vez que os duendes aparentemente agiram para proteger seu território. Em 1984, quando o Departamento Rodoviário da Islândia tentou construir uma nova estrada perto de Akureyri, os operários da empreiteira sofreram doenças estranhas e as escavadeiras quebravam sem razão alguma.
Nem todos os islandeses estão preparados para acreditar nos homenzinhos escondidos, é claro. Thor Magnusson, por exemplo, recusa-se a aceitar as várias aparições, dizendo:
- Pessoalmente, eu acho que aqueles que vêem duendes deveriam submeter-se a consulta oftalmológica.
Contudo, os que crêem discordam dele. Helgi, o gerente do museu, rebate:
- Existem muitas coisas na natureza que a ciência ainda não tem condições de explicar.

Charles Berlitz
O livro dos Fenómenos Estranhos

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

Viajantes Noturnos

Um dos mais estranhos contatos imediatos de primeiro grau de todos os tempos ocorreu em uma fria noite de novembro de 1961. As testemunhas foram quatro homens de Dakota do Norte, que voltavam para casa depois de uma caçada, enquanto uma chuva fria batia no pára-brisa do carro. O sistema de aquecimento estava com defeito e as gotas de água viravam gelo nos vidros. Três dos viajantes dormiam quando o motorista, o único que estava acordado, viu um objeto incandescente vindo do céu.
O objeto caiu a uns 800 metros de distância, do lado direito da rodovia. O motorista, alarmado, cutucou o homem que dormia a seu lado, e ele acordou a tempo de vê-lo, o mesmo acontecendo com um dos homens que dormia no banco traseiro. Todos imaginaram que estavam testemunhando um acidente aéreo.
Aceleraram o carro em direção ao local da queda, onde encontraram um objeto em forma de silo enfiado na terra a um ângulo de cerca de 85 graus em relação ao solo e a 150 metros de distância. Quatro figuras rodeavam-no. Tentar enxergar tudo isso em noite escura e a certa distância exigia visão muito boa. Por isso os homens ligaram uma lanterna de mão no acendedor de cigarro do automóvel e apontaram-na no rumo da nave e de seus ocupantes.
- Nesse momento - declarou posteriormente um dos caçadores a um investigador do National Investigations Committee on Aerial Phenomena -, ouvimos uma explosão e tudo desapareceu.
Os homens ficaram horrorizados. Pensando que a nave tivesse explodido, aceleraram o carro em direção ao campo. Mas, quando se aproximaram do lugar, não encontraram a nave.
Acordaram o quarto homem, um estudante de medicina em serviço na base da Força Aérea local, e contaram a ele que, quando encontrassem a área do "acidente", precisariam de ajuda. O estudante sugeriu que voltassem ao ponto de onde eles tinham visto o objeto pela primeira vez.
- Assim - exclamou ele -, poderemos calcular a trajetória e imaginar onde o objeto caiu.
Logo depois de retornarem à estrada, viram o objeto em forma de silo e seus ocupantes outra vez. O estudante ligou a lanterna e iluminou de alto a baixo o veículo prateado. Então, a luz da lanterna iluminou uma das figuras, uma forma humana com cerca de 1,70 metro de altura, vestida com um avental branco. Por mais estranho que possa parecer, ele agitava os braços, fazendo sinais, como se tentasse dizer "saiam daqui". Se tivesse havido um acidente aéreo, imaginaram as testemunhas, por que aquele homem estaria ordenando a eles que se afastassem?
Os caçadores percorreram uma curta distância, tentando decidir o que fazer. Alguém sugeriu que o objeto poderia ser um dispositivo de teste secreto da Força Aérea. Outro achou que aquele homem era fazendeiro e a "nave", um silo agrícola.
Finalmente, decidiram voltar para casa. Dirigiram mais uns 3 quilômetros, quando o objeto retornou e pousou suavemente a menos de 150 metros. De repente, duas figuras ficaram visíveis.
Um dos caçadores saiu do carro, apontou a arma e disparou. A figura mais próxima foi atingida no ombro, levou a mão ao ferimento e caiu de joelhos. O companheiro ajudou-o e gritou para os quatro:
- Por que vocês fizeram isso?
Os quatro homens, posteriormente, tentaram relembrar o que aconteceu em seguida e concluíram que, no mínimo, haviam perdido a memória. Dois deles chegaram a negar que a espingarda tivesse sido tirada do carro. O homem que se lembrou de ter atirado disse que seu comportamento parecia irracional e esquisito. A única lembrança nítida que tinham era a de chegarem em casa ao amanhecer e encontrarem as mulheres preocupadas com a demora deles.
No dia seguinte, o estudante - o homem que fizera o disparo - surpreendeu-se ao encontrar alguns homens estranhos esperando-o ao chegar ao trabalho. Chamando-o pelo nome, eles disseram que haviam "recebido o relatório" sobre a experiência vivida na noite anterior. Perguntaram se ele havia saído do carro durante a primeira parte da experiência, e também quiseram saber o tipo de roupa que usava. Quando respondeu que vestia roupa de caça e botas, os homens pediram que os levasse a sua casa, para que pudessem examinar-lhe as roupas.
Feito o exame, levantaram-se para ir embora. Aquele que falara a maior parte do tempo agradeceu a cooperação, mas advertiu:
- É melhor você não falar nada sobre isso com ninguém, daqui para a frente.
Os homens entraram no carro e foram embora, deixando-o sozinho. Ele teve de telefonar para um táxi, para poder voltar à base.
- Eles não fizeram indagações a respeito do disparo, e todas as perguntas referiam-se à primeira parte da aparição - lembrou o estudante. - Acho que, provavelmente, sabiam mais do que demonstravam, porém não tenho certeza.
Ele nunca mais voltou a vê-los e, até os dias de hoje, não faz a mínima idéia de quem eram aqueles homens, e o que, exatamente, queriam dele.

Charles Berlitz
O livro dos Fenómenos Estranhos

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Aligatores Cadentes

Relatos de coisas vivas que caem do céu já são conhecidos há muito tempo, embora jamais tenham sido satisfatoriamente explicados. Muitos desses relatos descrevem quedas de pequenos animais - rãs, peixes e insetos -, mas às vezes criaturas maiores também caem não se sabe de onde. Aligatores, por exemplo.
No dia 26 de dezembro de 1877, The New York Times publicou a seguinte notícia:
“O dr. J. L. Smith, de Silverton Township, Carolina do Sul, quando abria uma nova fábrica de aguarrás, percebeu algo cair no chão e começar a rastejar em direção à barraca onde ele estava sentado. Examinando o objeto, ele descobriu que era um aligátor. Decorrido pouco tempo, um segundo réptil apareceu. Isso lhe aguçou de tal forma a curiosidade que o médico saiu procurando ao redor para ver se descobria mais algum. O dr. Smith encontrou outros seis, em uma área de 20 metros. Os animais, com cerca de 3 metros de comprimento, estavam muito agitados. O local onde eles caíram situa-se em terreno arenoso, a uns 10 quilômetros ao norte do rio Savannah.”
História semelhante surgiu em 1957, por cortesia do escritor John Toland, que narrou o caso do dirigível Macon, da Marinha dos EUA. Em 1934, o Macon participara de manobras nas Caraíbas e estava se dirigindo a oeste, na viagem de volta. Quando entrava no espaço aéreo da Califórnia, na tarde de 17 de maio, o comandante, Robert Davis, ouviu um ruído estranho sobre a cabeça. O ruído vinha de um dos sacos de lastro.
Preocupado, o comandante subiu no cordame, enquanto o ruído ficava cada vez mais alto. Ele abriu o saco de lastro e olhou dentro dele. Agitando-se de um lado para outro, muito nervoso, havia um aligátor de 60 centímetros.
Ninguém conseguiu entender de onde veio o réptil. Eles estavam no ar fazia vários dias, e parecia altamente improvável que aquela criatura grande e ruidosa pudesse ter estado ali o tempo todo, sem dar o ar da graça. Além disso, Davis, rapaz inquieto por natureza, estivera caminhando por todo o aparelho desde o início da viagem, e não vira nada de estranho.
A única explicação plausível - embora não fizesse nenhum sentido - era que o animal caíra no saco de lastro, vindo de cima.
Outra história vem do casal Trucker, de Long Beach, Califórnia. Eles ouviram uma pancada seca no quintal de casa, em 1960. Imediatamente depois, ouviram um grunhido alto. Quando saíram fora para ver o que estava acontecendo, ficaram atônitos ao encontrar um aligátor de 1,50 metro. Chegaram à conclusão de que o animal caíra do céu.

Charles Berlitz
O livro dos Fenómenos Estranhos
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