terça-feira, 19 de setembro de 2017

Continentes Perdidos

A Atlântida não é o único continente mítico supostamente destruído e tragado pelo mar. Pessoas letradas e fabulistas falam de dois outros continentes perdidos - as lendárias terras de Lemúria e Mu.
O nome Lemúria vem de lêmures, primatas primitivos da família dos lemurídeos, e foi cunhado no século 19 pelo zoólogo inglês P. L. Sclater, devido à similar idade de fósseis desses primatas encontrados na região sul da Índia e na província de Natal, na África do Sul. Sclater postulou a existência de Lemúria, continente submerso que haveria no oceano Índico, ligando as regiões meridionais da África e também da Ásia.
A idéia de uma ponte tropical ligando as massas de terra existentes ganhou a fantasia e o apoio de nada menos que Thomas Huxley, cientista inglês e indiscutível autoridade na teoria da evolução. Na Alemanha, o biólogo Ernst Haeckel chegou a especular sobre a possibilidade de a antiga Lemúria ter sido o Jardim do Éden, o paraíso perdido, que serviu de berço para a raça humana.
O continente perdido de Mu também tem sido muito pesquisado por estudiosos do inexplicável. Ele surgiu, pela primeira vez, em uma série de livros de autoria de James Churchward, coronel inglês da reserva, que servira com os Lanceiros de Bengala, na Índia. Ao ser designado para um trabalho de assistência à população carente e faminta, ele conheceu um rishi, sábio hindu que tinha em seu poder grande quantidade de placas de pedra escritas em naacal, a língua nativa de Mu.
De acordo com a teoria de Churchward, baseada nas pedras escritas em naacal e nas tradições orais das ilhas do Pacífico e de regiões das Américas do Sul e Central, os primeiros seres humanos foram originados em Mu, há uns 200 milhões de anos. A ciência deles, inclusive a capacidade de manipular a gravidade, era muitas vezes mais adiantada do que a nossa. Não obstante, há aproximadamente 12 mil anos, a tragédia se abateu sobre os mus, na forma de uma gigantesca explosão de gás.
Arruinado, o continente de Mu submergiu no oceano Pacífico. Tudo o que restou da massa de terra de 8 mil quilômetros de comprimento por 5 mil quilômetros de largura foram algumas poucas ilhas dispersas acima das ondas. As gigantescas e inexplicáveis obras existentes em várias ilhas do Pacífico, bem como as grandes cabeças de estátuas na ilha de Páscoa, não poderiam ter sido construídas pela limitada mão-de-obra disponível nas ilhas, justamente por causa de suas dimensões atuais.
Além disso, convém notar que os havaianos nativos ainda dão a esse continente perdido o nome de Mu. Dos habitantes do antigo Mu, calcula-se que quase 64 milhões de pessoas tenham perecido na explosão cósmica. Os sobreviventes colonizaram os outros continentes.
Churchward morreu em 1936, com a idade de 86 anos, depois de ter escrito cinco livros sobre o continente de Mu. Mais referências por escrito a Mu devem ainda existir em alguns dos mosteiros localizados nas altas montanhas da Ásia central.

Charles Berlitz

O livro dos Fenómenos Estranhos

domingo, 17 de setembro de 2017

Convulsões e Cataclismos

Os geólogos serão os primeiros a admitir que o planeta Terra parece estar fadado a uma catástrofe apocalíptica de natureza global. A crosta terrestre está sofrendo imensas tensões, enquanto placas tectônicas de dimensões continentais colidem umas com as outras em danças perigosas, desde tempos imemoráveis, acompanhadas por tambores e archotes - os terremotos e os fogos vulcânicos que margeiam o oceano ilusoriamente chamado de "Pacífico".
Em 1883, o mundo registrou sua explosão mais forte na ilha vulcânica Krakatoa, Indonésia, quando o vulcão Perbuatan entrou em erupção, vaporizando-se, literalmente, e provocando a morte de 36 mil pessoas em Java e Sumatra. O abalo foi registrado em todo o mundo, e as cinzas lançadas da cratera chegaram até Madagascar. Tanta cinza e tanta poeira foram lançadas na atmosfera que o pôr-do-sol mudou de cor e as condições climáticas se viram drasticamente alteradas durante os anos seguintes.
Devido à grande porcentagem da população mundial que vive em regiões baixas, uma explosão de tal magnitude nos dias de hoje, sem dúvida, ceifaria centenas de milhares de vidas humanas. Até mesmo as regiões costeiras de países distantes, como o Japão e o Havaí, seriam ameaçadas.
O litoral da Califórnia vive, constantemente, à beira de um desastre, e seus habitantes esperam a ocorrência, a qualquer momento, de um terremoto tão intenso quanto aquele que destruiu San Francisco, em 1906. A pressão geológica está aumentando também sob a Grã-Bretanha e a Escandinávia. Se liberada, ela poderia inundar grande parte da Escócia e transformar Londres em um porto do mar do Norte.
Os médiuns têm advertido, há muito tempo, da possibilidade de uma convulsão global, que poderá ameaçar o futuro da humanidade neste planeta. São apoiados pelos próprios cientistas, cujas previsões são igualmente catastróficas. Além de terremotos e vulcões, eles estão percebendo crescente "efeito estufa" que poderia elevar os níveis dos oceanos do mundo, encobrindo a maioria dos portos atuais.
Além disso, o decréscimo na camada protetora de ozônio poderia aumentar drasticamente a incidência de câncer na população. Alguns chegam até a prever súbita reversão dos pólos magnéticos da Terra.
Na realidade, quase todas essas catástrofes geográficas em potencial estão na ordem natural das coisas, inclusive o avanço e a regressão de eras glaciais, e o bombardeio de nosso planeta por corpos celestes do tamanho de pequenos países.
Mas o que mudou mais, em escala planetária, é o número imensamente maior de pessoas que sofreriam as conseqüências da catástrofe. A questão já não é mais procurar saber se os cientistas ou os médiuns estão certos, e sim qual a bola de cristal que será despedaçada primeiro.

Charles Berlitz
O livro dos Fenómenos Estranhos

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Modernas Profecias

A profecia é uma tradição muito apreciada. Assim, não há motivo para sermos levados a acreditar que não existam profetas aptos praticando sua presciência entre nós nos dias de hoje. Na realidade, talvez haja um número maior de profetas hoje do que na Idade Média, se considerarmos o aumento considerável da população mundial.
O romancista e pensador social inglês H. G. Wells errou na previsão do início da Segunda Guerra Mundial em um ano, e também no concernente à localização, uma estação ferroviária de Dantzig, embora tivesse acertado o país - Polônia. (Os alemães, na verdade, usaram um transmissor de rádio como desculpa pelo ataque.) Homer Lee, comentarista militar, previu de modo preciso que os japoneses usariam a movimentação de tropas baseadas no golfo de Lingayen para invadir as Filipinas e impedir a passagem dos americanos em Corregidor, isso 32 anos antes de o fato realmente acontecer.
O problema, naturalmente, é que as profecias podem ser corretas, porém não terão nenhum efeito sobre eventos subseqüentes se as pessoas não tomarem as necessárias providências. Temos, por exemplo, a previsão feita pelo médium profissional Cheiro, que aconselhou Lord Kitchener a não viajar por via marítima no ano de 1916. Kitchener ignorou a advertência e embarcou rumo à Rússia no Hampshire, no ano previsto. O navio foi de encontro a uma mina e afundou, levando o descrente lorde para as profundezas.

Charles Berlitz

O livro dos Fenómenos Estranhos

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Encontros Imediatos - De Norte a Sul (Parte 1)

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Nostradamus

"Dos profetas antigos e atuais, poucos conquistaram a imaginação do público como Michel de Nostre-Dame, ou Nostradamus, médico e astrólogo judeu nascido em Saint-Remy, França, em 1503.
Em 1555, ele publicou Centúrias Astrológicas, série de profecias escritas em três agrupamentos de uma centena de estrofes cada um e, quase que imediatamente, transformou-se no que, hoje em dia, chamaríamos de um best-seller.
A profecia responsável por sua reputação era colocada nos seguintes termos: "O jovem leão dominará o velho no campo de batalha, em um combate único; em uma jaula de ouro ele perfurará seus olhos, dois ferimentos em um, então morrerá em morte lenta e cruel".
Pouco depois da publicação das Centúrias Astrológicas, Henrique II, da Inglaterra, durante festividades de casamento, bateu-se em uma justa com o jovem Montgomery, cuja lança quebrou e perfurou o elmo de ouro de Henrique, atingindo-o no olho. Dez dias depois, o rei, que usava um leão como emblema, teve morte dolorosa.
A reputação de Nostradamus estava assegurada. Alguém poderá argumentar que a interpretação foi feita para se adaptar à previsão, especialmente porque se referia a eventos acontecidos em sua própria época. No entanto, as previsões de Nostradamus anteciparam pessoas, lugares e fatos que somente ocorreriam alguns séculos mais tarde, inclusive a Revolução Francesa, a trajetória infeliz de Luís XVI e de Maria Antonieta, que terminaram na guilhotina, a ascensão de Napoleão, a Segunda Guerra Mundial (ele chegou mesmo a fazer trocadilhos com os nomes de Hitler e Roosevelt), ataques aéreos sobre a Inglaterra, e até o uso de armas atômicas. Que mistério existe hoje em dia nestes dois versos, por exemplo?
Um príncipe líbio ficará poderoso no Ocidente. A França ficará preocupada com os Árabes.
Não é preciso muita imaginação para descobrir o nome do príncipe líbio. Basta ler um exemplar de qualquer jornal recente. A subida ao poder do aiatolá Khomeini e a queda do xá do Irã são misteriosamente previstas nesta estrofe:
Chuva, fome e guerra incessante na Pérsia. A fé excessiva trairá o rei. Terminará ali - começará na França.

Ainda nos lembramos que foi durante o exílio na França que o aiatolá estabeleceu as bases para a revolução contra o xá Reza Pahlevi, e para o próprio retorno ao Irã.

Charles Berlitz
O livro dos Fenómenos Estranhos

terça-feira, 12 de setembro de 2017

Encontros Imediatos - Dossier Alfena (Parte 2)

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

O Apocalipse Está Próximo?

Antes de qualquer outra coisa, antigos mitos abordam dois assuntos da maior importância: o começo e o fim do mundo. A preocupação com a maneira pela qual o mundo e a vida humana como a conhecemos tiveram início, e, mais importante ainda, como terminarão, é universal.
Profetas, tanto religiosos quanto seculares, também mostram-se preocupados com a aproximação do apocalipse global. Nostradamus, sábio francês do século 16, costumeiramente enigmático quanto a certas datas, preferiu ser inusitadamente preciso quando fez a seguinte previsão:
No ano de mil novecentos e noventa e nove, no sétimo mês
Um grande e assustador rei virá do céu.
Não precisamos esperar tanto para saber o que Nostradamus tinha em mente. Mais que isso, outras fontes sugerem que um terrível julgamento de algum tipo está próximo. A teologia islâmica profetizou que a religião muçulmana duraria até determinado tempo depois que o homem pisasse na Lua. A tradição tibetana afirma que o budismo terminaria com a destronização do décimo terceiro dalai-lama, e isso, também, já aconteceu.
Uma profecia do Antigo Testamento diz que a segunda vinda do Messias será por ocasião do restabelecimento dos judeus em sua nova pátria.
E o calendário maia, magnífica criação da civilização da América Central, termina abruptamente no dia 24 de dezembro de 2011, significando o final da atual quinta idade. O quinto ciclo, chamado de Tonatiuh, está programado para findar em grandes cataclismos ou terremotos.
O significado desses vários mitos e de todas essas tradições que prevêem o fim do mundo não deve ser procurado na variação das datas, e sim no fato de que todos eles convergem, de forma surpreendente, para o fim do atual segundo milênio - ano 2000 -, a astrológica Idade dos Peixes. Quem viver verá se os antigos estavam com a razão.

Charles Berlitz

O livro dos Fenómenos Estranhos

domingo, 10 de setembro de 2017

Encontros Imediatos - De Norte a Sul (Parte 2)

sábado, 9 de setembro de 2017

OVNIs Nazistas

Alguns teóricos vêm, há muito tempo, tentando encontrar explicações plausíveis para os indefiníveis OVNIs. As similaridades entre o advento do moderno disco voador, no verão de 1947, e os avanços subseqüentes na tecnologia aeroespacial, tanto dos soviéticos quanto do bloco ocidental, dizem eles, são muito surpreendentes para pensarmos em simples coincidência.
Na verdade, fontes dispersas indicam que a Luftwaffe (força aérea) de Hitler, que desenvolveu o primeiro caça a jato em todo o mundo, trabalhava arduamente no projeto de uma série de armas aéreas super-secretas, durante os últimos dias da Segunda Guerra Mundial. De acordo com relatório publicado em 13 de dezembro de 1944, por Marshall Yarrow, correspondente da Reuters, "os alemães produziram uma arma 'secreta', que poderá vir a ser usada no fim do ano. O novo dispositivo que, aparentemente, é uma arma de defesa aérea, parece as bolas que enfeitam as árvores de Natal. Elas já foram vistas pairando no ar sobre a Alemanha, algumas vezes sozinhas, outras em grupo. A cor dessas bolas é prateada e elas são, aparentemente, transparentes".
Seriam as bolas voadoras as Foo Fighters, tão famosas durante a Segunda Guerra Mundial, ou será que os engenheiros nazistas desenvolveram algo ainda mais sofisticado? O pesquisador italiano Renato Velasco afirma que os alemães produziram uma máquina voadora em forma de disco, de perfil baixo, à qual eles deram o nome de Feuerball (Bola de Fogo), usada tanto como dispositivo anti-radar quanto arma de guerra psicológica contra as forças dos Aliados.
Uma versão melhorada, o Kugelblitz (Relâmpago de Fogo) substituiu o motor de turbina a gás da Feuerball por outro que empregava a propulsão a jato. De acordo com Velasco, o Kugelblitz foi o primeiro avião capaz de pousar e decolar verticalmente. Seu projetista foi Rudolph Scriever, e, ao que consta, o aparelho era produzido na fábrica da BMW, perto de Praga, em 1944.
A aeronave voou pela primeira vez em fevereiro de 1945, sobre o amplo complexo subterrâneo de pesquisas de Kahla, Turíhgia, Alemanha. Foi também nessa área das montanhas Harz que, de acordo com informações confidenciais, Hitler pretendia construir seu último bastião, fortificado pelas novas "armas secretas" que Goering, comandante da Luftwaffe, vinha prometendo tanto.
O tempo foi implacável para o arsenal secreto dos nazistas. Mas se a União Soviética, bem como qualquer outra potência, conseguiu assimilar a tecnologia dos discos voadores, isso pode ter levado à experimentação e ao desenvolvimento de algo que deu origem aos freqüentes relatos dos primeiros OVNIs, iniciados em 1947.

Charles Berlitz

O livro dos Fenómenos Estranhos

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Encontros Imediatos - Dossier Alfena (Parte 3)

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